INAC aprova Aeroporto Regional em Bragança
“Estamos a desenvolver os projectos para concretizarmos esta oportunidade ao nível das acessibilidades à região. Depois de aprovada a viabilidade, o projecto de execução está em fase de aprovação pela autoridade aeronaútica nacional”, realça o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes.
Trata-se de um investimento de cerca de 28 milhões de euros, que pode revolucionar as acessibilidades ao Nordeste Transmontano.
Para Jorge Nunes, a única forma de conseguir financiamento para esta infra-estrutura é através de verbas comunitárias, por via dos fundos de coesão. “Estamos a falar de uma migalha tendo em conta os investimentos previstos para Lisboa. É cerca de metade daquilo que vai ser gasto apenas na primeira fase de descontaminação dos terrenos na margem esquerda do Tejo”, exemplifica o edil bragançano.
Ampliação para 2300 metros e reforço da resistência da pista vão permitir a aterragem de aeronaves com capacidade para 150 passageiros
Confrontado com as dificuldades em atrair investimentos para a região, Jorge Nunes invoca o exemplo da vizinha Espanha, que tem uma rede primária de aeroportos e tem a rede secundária em evolução e em estruturação. “Estamos a 200 quilómetros do Porto e de Valladolid e temos que direccionar os investimentos para beneficiarmos desta posição estratégica”, defende o autarca.
Além disso, Jorge Nunes, lembra que o aeroporto de Bragança “não vai fazer frente a ninguém”, apenas deve ser “promovido no âmbito da coesão do território e da resposta à mobilidade de pessoas e mercadorias, em complementaridade com a rede primária”.
O novo projecto prevê a ampliação da pista de 1700 para 2300 metros de comprimento por 45 de largura, com 15 metros de bermas pavimentadas, reforço da resistência da pista, plataforma de estacionamento, um novo terminal com capacidade para 200 passageiros em hora de ponta, um edifício de bombeiros, uma zona industrial com oficinas de apoio à navegação e um parque de estacionamento para veículos. Numa fase posterior, se o movimento o justificar, será feita uma segunda pista paralela, exactamente com as mesmas características.
Esta transformação vai permitir a aterragem de aviões de maior porte, como é o caso dos Boings B737-800, a única aeronave usada pelas companhias “low cost”.