Região

500 professores podem abandonar Bragança

500 professores podem abandonar Bragança
  • 17 de Março de 2009, 09:58

Os sindicatos alertam para as consequências dramáticas que esta situação pode trazer para a região. “Este não é só um problema dos professores, mas sim de toda a comunidade, porque a saída de centenas de docentes vai contribuir para a desertificação do Nordeste Transmontano”, enfatiza o secretário regional de Bragança do Sindicato dos Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SPLEU), Carlos Silvestre.
Esta posição é partilhada pelo dirigente do Sindicato dos Professores do Norte (SPN), José Domingues, que considera que as medidas que estão a ser tomadas pelo Ministério da Educação são dramáticas para os docentes, famílias e economia do distrito.
Analisando o aviso de abertura do concurso publicado em Diário da República, há um grande número de escolas do distrito de Bragança com vagas negativas, o que significa que o número de turmas existentes não garante componente lectiva a todos os docentes efectivos nesse estabelecimento de ensino.
Perante esta situação, professores com mais de 10 anos de carreira podem ser obrigados a concorrer para agrupamentos de outras zonas do País para poderem dar aulas.
Segundo os dados disponibilizados pelo SPN, dos cerca de 2300 professores que se encontravam a trabalhar no distrito, só poderão continuar pouco mais de 1800, o que implica uma redução de cerca de 500 docentes.

Professores efectivos nas escolas do distrito podem ser transferidos para outra zona do País

No caso do 1º Ciclo, por exemplo, em 2006, havia 440 professores no QZP, mas este ano só abriram 88 vagas para o QA, que engloba o Quadro de Escola e o QZP, que foram extintos com a reforma do Ministério da Educação.
Também no pré-escolar surgem 20 vagas negativas para sete positivas, quando, em 2006, havia 94 professores no QZP.
No 2º, 3º Ciclos e Secundário o cenário não é mais animador, visto que há muitas vagas negativas nos estabelecimentos de ensino. Só na Escola Secundária Miguel Torga há 17 vagas negativas, 16 em Vinhais e 13 em Mirandela.
Para resolver este “drama”, os sindicatos defendem a diminuição do número de alunos por turma. “Se em vez de termos turmas com 28 estudantes tivéssemos 15, a qualidade do ensino seria melhor”, conclui Carlos Silvestre.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin