Região

Queixas repetem-se em Miranda e Mogadouro

  • 17 de Março de 2009, 09:49

Os municípios de Miranda do Douro e Mogadouro também consideram injustas as rendas pagas pela EDP pelo alojamento de grandes barragens no Planalto.
As autarquias recebem, apenas, uma renda calculada mediante a área inundada pelas albufeiras, que fica muito aquém dos milhões de euros de lucro arrecadados pela empresa que explora os empreendimentos.
No concelho de Miranda do Douro existem duas barragens de potência elevada, que rendem, apenas, 100 mil euros por trimestre à autarquia. Na óptica do presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo, trata-se de um valor insignificante que nem dá para pagar a iluminação pública do concelho.
“Não se compreende que os municípios com mini-hidricas, eólicas ou energia fotovoltaica recebam 2,5 por cento da produção e essa lei não seja aplicada às grandes hídricas”, realça o edil.
Já o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, Morais Machado, considera “uma miséria” os 43 mil euros que a autarquia recebe pela barragem de Bemposta e defende que os municípios deviam receber 5 por cento da produção de energia.
Apesar da EDP estar a aumentar a potência nestes empreendimentos, o valor das rendas pago às autarquias não deverá sofrer qualquer alteração.

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