Bombeiros trabalham horas a mais
“Os trabalhadores das Associações Humanitárias de Bombeiros são obrigados a cumprir o seu período de trabalho considerado normal, muitas vezes em regime de trabalhos forçados, para, de seguida, despirem a farda profissional e vestirem a farda de voluntários, cumprindo períodos de trabalho que, em muitos casos, ultrapassam as 20 horas diárias”, acusa o STAL, em comunicado.
Perante esta situação, o sindicato vai exigir às Associações Humanitárias o respeito pelos direitos dos trabalhadores e o cumprimento do Código do Trabalho e da Contratação Colectiva.
O porta-voz dos soldados paz diz mesmo que, face à luta organizada dos profissionais e do sindicato, “têm crescido as pressões exercidas e, até, os processos disciplinares sobre os trabalhadores e, sobretudo, sobre activistas sindicais”.
Bombeiros profissionais são voluntários à força devido ao vazio legal, denuncia o sindicato
Para melhorar a situação laboral dos bombeiros, o STAL defende a valorização da carreira profissional, definindo claramente os profissionais dos voluntários. “Não é admissível a existência de um elevado número de trabalhadores ao serviço destas instituições que são, simultaneamente, voluntários à força em virtude do vazio legal que se verifica hoje em dia”, reforça o sindicato.
Apostar na formação profissional é outra das reivindicações do STAL, que propõe a criação de uma Academia Nacional do Fogo, que assuma as funções de escola superior e que assegure a investigação científica e técnica nesta área.
Além disso, defende a regulamentação da formação de ingresso e a formação contínua para os bombeiros profissionais, bem como condições de formação e treino para os voluntários.
Neste sentido, o sindicato vai exigir ao Governo a regulamentação da formação, bem como das carreiras integradas em “corpos especiais”, no que respeita à Protecção Civil e Bombeiros Profissionais.