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Castelos unidos

Castelos unidos
  • 7 de Outubro de 2008, 09:04

Para tal, no passado sábado, a Domus Municipalis serviu de local de encontro para os autarcas de freguesias do distrito de Bragança que integrem castelos, na sua área geográfica.
“Convidámos mais de 12 presidentes de Juntas de Freguesia para se associarem à comemoração deste Dia, com vista à celebração de um acordo para a concretização de uma interligação de todos os castelos do distrito”, explicou o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria (JFSM), Jorge Novo. O objectivo é, assim, reunir recursos humanos e materiais com vista à preservação e promoção destes monumentos. “Queremos ganhar escala e capacidades que sozinhos não teríamos, de modo a candidatarmo-nos a alguns programas que nos possam assegurar verbas”, salientou o responsável.
Após a criação desta iniciativa, os visitantes podem conhecer todos os monumentos abrangidos pela Rota, bem como participar nas actividades integradas. “Alguns eventos irão decorrer em diversos castelos ou podem promover-se passeios a cavalo, entre outras iniciativas”, sublinhou o autarca.

Autarcas pretendem promover monumentos do distrito de Bragança

Além de eventos a terem lugar nas diversas localidades, a Rota dos Castelos vai abranger, também, uma página na Internet com informações relativas aos monumentos, manifestações culturais ou actividades lúdicas, bem como a criação de uma associação. “Queremos estar mais próximos das pessoas, apresentar projectos conjuntos para que a tutela e o Ministério da Cultura tenham um olhar diferente sobre o património que está a seu cargo”, adiantou Jorge Novo. Na óptica do responsável, apenas sob a pressão das autarquias é que o Governo avança com as intervenções necessárias. “Era importante não termos que estar sempre a reivindicar. Gostaríamos de trabalhar lado a lado com estas entidades”, lamenta o autarca.
Além de Bragança, a Rota dos Castelos integra, entre outros, monumentos de Alfândega da Fé, Algoso, Carrazeda de Ansiães, Outeiro, Miranda do Douro, Mogadouro, Penas Roías, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vinhais. Poderão, ainda, vir a ser abrangidos diversos castelos que já caíram no esquecimento das populações. “Há outros monumentos que têm, apenas, panos de muralha ou pequenas fortalezas que precisam ser trazidas para primeiro plano e divulgados, como o de Rebordãos”, acrescentou Jorge Novo.
Recorde-se que este encontro coincidiu com a comemoração do Dia Nacional dos Castelos, que integrou um passeio pedestre pela zona Polis, em Bragança, bem como uma visita guiada ao Museu da Máscara e do Traje, a par de passeios a cavalo.

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