Região

Espanha aqui tão perto

  • 19 de Agosto de 2008, 11:11

A grande diferença entre os dois eventos, no entanto, é o espaço que serve de cenário à recriação das actividades de outros tempos. Se o Castelo de Bragança é um exemplo de conservação, a Cidadela continua a deixar muito a desejar em matéria de preservação, apesar do recente programa de embelezamento de fachadas promovido pela Câmara Municipal de Bragança. Não se trata de conservar pura e simplesmente, mas de dar vida à zona mais antiga da cidade, e é neste aspecto que Puebla de Sanábria dá o exemplo. Ou seja, antes de organizar o mercado medieval, o Ayuntamiento sanabrês promoveu duas escolas oficina em carpintaria e cantaria. Depois recuperou e embelezou todo o centro histórico, que ganhou nova vida com a instalação de inúmeros cafés, restaurantes, lojas de artesanato e unidades de alojamento. Ou seja, começou as obras pelos alicerces e não pelo telhado e é precisamente por isso que quando as tendas do mercado medieval são desmontadas renasce uma zona comercial viva, que está sempre em movimento em todas as épocas do ano. Em Bragança o encerramento da Festa da História marca o regresso da Cidadela ao esquecimento, porque falta comércio e serviços capazes de dar vida à parte mais nobre da cidade. Eis uma situação que autarquia e privados terão que continuar a inverter, até porque já começam a surgir bons exemplos.

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