Primeiro, as pessoas…
Uma organização é, por definição, uma associação de pessoas com um objectivo comum, onde a soma dos esforços de cada um tem como propósito concretizar um fim colectivo. Parece pois óbvia, a procura de lógicas organizacionais onde se destaque a satisfação pessoal dos colaboradores. Na maioria das situações, só se conseguem alcançar certos objectivos, em conjunto, o que traduz o conceito de que, num Mundo Moderno, cada vez mais competitivo, o trabalho em equipa é indispensável.
As organizações sociais, políticas, públicas ou privadas, com competências diversas e propósitos distintos, existem a par de outras, de cariz temático, mais ou menos específicas, como são as organizações profissionais, desportivas e culturais. Em todas elas, independentemente da sua classificação, a implementação de uma política rigorosa na Gestão de Recursos Humanos, traduz-se no sucesso ou insucesso da sua actividade.
É de salientar que, em todas as organizações com desempenhos excelentes, o mérito reside nas pessoas. São elas que distinguem as organizações com recursos materiais semelhantes. É por isso, reconhecida excelência e o mérito a umas, e a incompetência e a inoperância a outras.
Este Governo, ao limitar os mandatos autárquicos, pretendeu motivar o poder local a iniciar um novo ciclo de renovação, com novas lideranças, dando um sinal claro de que a alternância democrática e o exercício do poder autárquico podem e devem ser encarados como desafios e oportunidades de mudança. Também neste caso, é indispensável dar mais atenção a todos os colaboradores, qualificando-os com a necessária formação profissional, identificando problemas nas equipas de trabalho, ajustando o perfil do trabalhador às características da função que exerce. Só com a satisfação dos colaboradores se cria atendimento de excelência nas organizações, prioritária no acolhimento e condução de processos aos Munícipes, às Juntas de Freguesia e a todas as organizações que se instalem no concelho.
Uma vez mais, as pessoas em primeiro lugar.
Não existe uma chave para o sucesso das organizações. Existem várias formas de criar organizações de sucesso que sirvam os interesses colectivos. Os partidos políticos podem e devem trabalhar para serem considerados organizações de excelência, porque são, em potência, gestores de ideais, valores e vontades.
Júlia Rodrigues