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Orçamento de Alfândega da Fé é “mais realista” que o último

Orçamento de Alfândega da Fé é “mais realista” que o último
  • 9 de Dezembro de 2010, 11:23

“No ano passado aprovámos um orçamento de 22 milhões, era um orçamento inflacionado porque tivemos de incluir todas as dívidas porque tinham de ser cabimentadas e serem pagas. Este ano temos um orçamento de dez milhões. É mais realista mas apesar de tudo vamos ter algumas dificuldades. As medidas do PEC retiram-nos 600 mil euros.”

 Berta Nunes explica que o grande problema do último orçamento foram as dívidas da autarquia.

“Eram dívidas anteriores que transitaram e para as podermos pagar tínhamos de as cabimentar. Como este ano fizemos o saneamento financeiro e vamos buscar 9,5 milhões, vamos ter uma execução muito boa, na ordem dos 60 por cento. Mas grande parte tem a ver com o pagamento de obras que já tinham sido feitas mas não estavam pagas, algumas que já vinham do primeiro mandato de João Carlos Figueiredo. Continuamos a ser confrontados com dívidas que não estavam contabilizadas. Ainda há dias tivemos conhecimentos de uma dívida de 220 mil euros que não estava na contabilidade”, revela a autarca.

 A grande prioridade em 2011 passa por obras que já estão incluídas no Quadro de Referência Estratégica Nacional.

“As obras do QREN estão a ser comparticipadas em 80 por cento mas os municípios têm de entrar com 20 por cento. Já terminámos a estrada de Gebelim, que custou cerca de um milhão de euros e já a temos praticamente paga. Neste momento iniciámos a estrada para os Picões. Custa mais ou menos o mesmo e contamos terminá-la no próximo ano. Vamos iniciar o plano de reabilitação urbana, uma intervenção de fundo no centro de Alfândega, com o valor de dois milhões”, explica.

 Mas também o apoio social tem direito a verbas no orçamento de 2011.

“Temos algumas candidaturas que vamos tentar fazer ao PRODER e que vão ser objecto de protocolos, como um lar em Gebelim, outro pequeno lar de idosos em Parada. Tem a ver com a nossa convicção de que os idosos estão melhor na sua freguesia. Também uma candidatura da LEQUE a um centro de actividades ocupacionais vai ser apoiado por nós.”

 Nesta última Assembleia Municipal também houve uma mudança de presidente.

Júlio Cancela, do PSD, demitiu-se por motivos pessoais.

 

Nuno Miranda, do PS, conquistou 21 votos contra 20 da oposição, e é o novo presidente da assembleia municipal de Alfândega da Fé.

Escrito por Brigantia

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