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Transportes de ambulância não urgentes passam a ser pagos

Transportes de ambulância não urgentes passam a ser pagos
  • 6 de Janeiro de 2011, 09:19

“Uma pessoa que, por exemplo, precisa de um tratamento no IPO do Porto e viva em Freixo de Espada à Cinta ou em Mogadouro, é obrigada a recorrer a transportes públicos que muitas vezes não há por isso recorre a uma ambulância mas tem de pagar o que é uma exigência financeira muito grande em relação a quem vive no Porto” refere o deputado do PSD, Adão Silva, que não concorda com este diploma e ontem levou o caso a discussão na Assembleia da República.

 

“O secretário de estado veio dizer que foram detectadas muitas irregularidades no transporte de doentes não urgentes e pôs-se a fazer um despacho verdadeiramente cego” considera. “Isto é uma profunda desigualdade e injustiça” acrescenta.

Adão Silva pede mesmo que o Governo repense esta questão e que revogue a medida.

As populações mais afastadas dos grandes centros seriam as mais prejudicadas.

 

Uma viagem a Bragança de um doente de Miranda do Douro, por exemplo, pode vir a custar cerca de 75 euros.

Se for ao Porto a um tratamento oncológico a factura pode subir para os 300 euros.

 

Mas os bombeiros, responsáveis por grande parte destes transportes, queixam-se também de falta de informação.

“Ainda não temos qualquer conhecimento oficial. Se um SAP mandar um doente para Bragança ou outro sítio e que seja uma consulta de rotina, não sei quem irá pagar e se for pago pelo utente sai a 48 cêntimos os quilómetro” afirma o comandante dos Bombeiros de Miranda do Douro.

 

Irundino João diz que, para além disso, também estão em causa postos de trabalho de alguns bombeiros.

“Se deixarmos de ter esses serviços o pessoal que está assalariado na corporação deixará de ter trabalho” afirma, acrescentando que “também não estou a ver um doente ser transportado numa viatura que não seja apropriada”.

 

Uma medida que promete criar muita polémica, sobretudo no Interior do país.

Escrito por Brigantia

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