Vítor Alves garante que nenhum técnico será dispensado dos Centros de Saúde
Vítor Alves, director executivo do ACES Nordeste, admite que há alguma precariedade no seio dos profissionais de saúde, nomeadamente dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, mas deixa claro que tudo está a ser feito para que os centros de saúde da região não percam as valências conquistadas nos últimos anos.
“Até este momento não mas corremos o risco, em função das medidas de contracção e tendo em conta que temos um quadro de recursos humanos com variadas situações, algumas delas com precariedade. Com a participação de todos estamos a tentar resolvê-las”, disse Vítor Alves.
O Governo Civil está a par da situação de instabilidade e por isso Jorge Gomes apela à serenidade e reitera que tudo está a ser feito para resolver a situação, salvaguardando os interesses dos profissionais e dos utentes transmontanos.
“Houve uma fase mais crítica. Foi interpretado por alguns profissionais como a extinção de alguns lugares, como no nosso distrito existiam mais profissionais do que lugares. Mas temos de fazer um nivelamento por cima e ninguém tentará nivelar este distrito pelos que têm pior número de profissionais”, garantiu Jorge Gomes.
O ACES Nordeste tem mais valências e mais técnicos do que a média nacional, e por isso os lugares a concurso foram inferiores ao número de trabalhadores existentes, o que causou a instabilidade.
“Não há, de forma nenhuma, terminar com nenhuns serviços nem extinguir nenhum posto de trabalho. Todos os profissionais que estavam em regime de contrato tiveram oportunidade de concorrer a um concurso em que uma das cláusulas previa que todos os concorrentes se mantêm com contratos automaticamente renovados.”
Jorge Gomes tranquiliza os técnicos do ACES Nordeste que estão a contrato a termo certo ou incerto. Contudo, evidencia que a questão dos profissionais de saúde contratados por empresas é mais delicada.
Escrito por CIR