Região

Condições da escola secundaria de Mirandela motivam protestos

  • 25 de Janeiro de 2012, 10:25

Comunidade escolar, pais e políticos mostraram a sua indignação perante o estado caótico a que chegou a escola secundária de Mirandela. A presidente da associação de pais faz o diagnóstico de uma situação que classifica de deplorável e que coloca em causa a própria segurança.“A escola está completamente degradada, onde chove nas salas de aula. Os nossos filhos não têm condições para aprender e nós exigimos que seja feita a requalificação da escola” afirma Sandra Sarmento, acrescentando que “o laboratório está completamente obsoleto e não há condições de segurança porque há materiais que não estão devidamente acondicionados havendo de riscos até de explosão”. O presidente da associação que representa os mais de 1000 alunos juntou-se ao protesto, solidário com as reivindicações. Daniel Sá acrescenta mais peças ao cenário degradante da escola que frequenta dizendo que “o pavimento do pavilhão desportivo é em madeira e está a saltar, já crescem árvores e cogumelos nas salas e andam lá baratas”.Também o presidente do Município fez questão de marcar presença nesta jornada de protesto. António Branco está solidário e espera que a sua presença possa ajudar a pressionar no sentido de desbloquear a intervenção necessária para a escola.“Estou perfeitamente solidário com esta manifestação por causa da grande degradação que esta escola tem neste momento” refere. “Eu estudei aqui há muitos anos atrás e entretanto não houve qualquer tipo de intervenção. Sem investimento é impossível continuar assim e as condições começam a ser muito difíceis para as crianças estarem”. Este protesto é o culminar de quatro longos anos à espera de obras de requalificação, com projectos já realizados e um concurso anulado. Chegou a constar na lista da terceira fase de requalificação do parque escolar iniciada pelo anterior governo socialista, mas com a entrada em funções da equipa liderada por Pedro Passos Coelho, todo o processo foi suspenso por tempo indeterminado. Depois de várias cartas escritas para as entidades ligadas à educação, sem qualquer resultado prático, a direcção da associação de pais da escola decidiu avançar para este protesto e espera que o caso não caia no esquecimento“Havia obras programadas. Há três anos que nos andam a apregoar um projecto de requalificação e neste momento ninguém nos sabe dizer em que ponto está” afirma Sandra Sarmento.

Resta esperar para saber quais os resultados práticos desta acção de protesto.

Escrito por Terra Quente (CIR)

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