Terreno em cemitério gera polémica em Avinhó
Indignada com a situação procurou obter explicações junto do responsável da junta de freguesia, mas não obteve qualquer resposta.“A minha mãe comprou o terreno no cemitério há vários anos e disse-me que queria ser enterrada ali porque era a campa onde estavam os pais dela. Agora venho a descobrir que está lá outra senhora enterrada”, conta Conceição Nora. “Como ninguém me tinha avisado liguei ao responsável para mandar aqui alguém para me dizer onde ía enterrar a minha mãe, mas ele respondeu-me que não tinha nada a ver com isso e desligou-me o telefone”, acrescenta.O corpo acabou por ser sepultado naquele cemitério, mas noutro local, seguindo o conselho de “duas idosas da aldeia que dizem que já há muitos anos que enterram ali ninguém, mas tenho medo que aconteça a mesma coisa porque ninguém me vem dizer se os terrenos estão ou não vendidos”.Já a filha da defunta que foi enterrada naquela campa em 2010 e diz que não sabia que o terreno já estava vendido, nem foi informada pela junta de freguesia. “A minha mãe já estava enterrada quando o meu filho apareceu em casa a dizer que a campa estava vendida”, refere Beatriz Valente. “O que é que eu podia fazer?”, pergunta. “A única solução é agora nós pagarmos-lhe o terreno noutro sítio”, salienta.O responsável da junta na altura em que o terreno foi vendido e confirma que a mulher que agora morreu lhe pagou 150 euros pela sepultura.“Recebi o dinheiro para pagar a campa onde estavam os pais dela. Naquela altura pagavam 30 contos”, recorda João Silva.
Contactado pela Brigantia, o presidente da junta de freguesia de Matela não quis prestar declarações sobre o assunto, dizendo apenas que quando o terreno foi comprado a família deveria ter marcado o local da sepultura no cemitério.
Escrito por Brigantia