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Pasteleiro brigantino sugere bolo rei, Kouglof e bombons com produtos transmontanos para este Natal

Pasteleiro brigantino sugere bolo rei, Kouglof e bombons com produtos transmontanos para este Natal
  • 24 de Dezembro de 2014, 10:24

O pasteleiro João Correia revela que, ainda assim, aquele que continua a ter mais procura é o tradicional, que é também o que acaba por ser mais económico. “Temos o bolo rei tradicional, que eu considero o verdadeiro bolo rei, o bolo rei de frutos secos, onde retiramos toda a fruta cristalizada, o bolo rei de castanha e o bolo rei de chocolate. No ano passado criámos o bolo rei de castanha e chocolate mas, este ano, decidimos eliminá-lo de linha, continuamos a fazê-lo mas só por encomenda, porque é um bolo rei em que o preço é um pouco elevado e devido à situação económica que o país atravessa não tem tanta saída”, revela o pasteleiro. Além do bolo rei, rabanadas, sonhos e troncos de Natal, cada vez mais se aposta em doces menos conhecidos dos portugueses. No Canelão, o kouglof é uma das sugestões para este Natal. “É um produto tradicional do Norte de França, da Alsácia e também da Áustria e decidimos trazê-lo para Portugal porque achamos que é um produto com um sabor característico, que o povo português gosta bastante. É feito com massa fermentada, de longa duração, o kouglof é como se fosse um irmão do famosíssimo panetone”, explica o jovem. João Correia é não só pasteleiro mas tem também outro ofício pouco frequente no nordeste transmontano: o de chocolateiro. Fabrica bombons para todos os gostos, bastante procurados para os presentes de Natal mas que estão disponíveis também ao longo do ano. “Temos, por exemplo, o bombom de mel e canela que fazemos mais para a altura de Inverno assim como o de rum . Depois temos outros que fazemos também durante todo o ano: o de café framboesa, lima-limão, chocolate de leite e baunilha, framboesa e baunilha , castanha, cocô-lima, chocolate negro, amendoim e caramelo, framboesa e caramelo e framboesa e baunilha.Nesta altura do ano, temos ainda os pais-natal e árvores de natal de chocolate”, destaca o pasteleiro e mestre de chocolate. O chocolateiro refere que o preço dos bombons artesanais, que varia consoante o preço do cacau, e que por estes dias ronda os 53 euros, ainda assusta um pouco os clientes. João Correia afirma, no entanto, que a qualidade destes bombons é superior à daqueles que se encontram nas grandes superfícies. Além disso salienta o facto de, muitas vezes, os consumidores não terem em conta a quantidade de bombons que vêm na caixa e que, frequentemente podem sair mais caros do que os artesanais, sendo que um quilo dos bombons desta chocolataria equivale a mais de cem unidades.A utilização de produtos regionais na confecção destes bombons é outra das preocupações do Canelão. O consumo de doces continua a fazer parte da tradição de Natal. Escrito por Brigantia.

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