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Juntas de freguesias que recebem CTT descontentes com valor pago

Juntas de freguesias que recebem CTT descontentes com valor pago
  • 4 de Setembro de 2015, 11:12

“Estávamos a ser pressionados, há cerca de um ano, pelos CTT, para o posto passar para a junta. Resistimos, mas no mês de Maio foi-nos dito que se não quiséssemos procuravam um privado para instalar o serviço”, salienta Luís Filipe Fernandes, o autarca local, que acabou por ceder e instalar em Julho o posto na sede da Junta de Freguesia.
A experiência é ainda recente, mas Luís Filipe Fernandes afirma que o valor pago pelos CTT não chega para fazer face a todas as despesas que disponibilizar o serviço implica.
“O montante fixo é de 300 euros, já o variável depende do volume de negócio. Em freguesias pequenas como a nossa o montante variável não tem muito significado, são casos em que as freguesias recebem os correios e não são ressarcidas dos custos, daquilo que se gasta para manutenção do posto”, refere ainda.
Em Torre D. Chama, no concelho de Mirandela, os correios estão na sede da junta desde Abril de 2012. O responsável autárquico local, Fernando Mesquita, considera que o valor protocolado deveria ser mais alto, mas teme que o pedido de renegociação possa levar ao encerramento do serviço na vila.
“Temo, enquanto cidadão, que se disséssemos à empresa privada que pelo preço pago não aceitamos ficar com os serviços eles respondessem “então fechamos”, temo que haja essa tentação de fechar balcões que entendam que não dão lucro”, refere.
Acrescentando que “claro que dá prejuízo às juntas de freguesia, porque o dinheiro pago é pouco, não dá sequer para um funcionário”.
A Associação Nacional de Freguesias já anunciou a intenção de renegociar estes contratos entre os CTT e as juntas de freguesia. Escrito por Brigantia.

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