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Seca prejudicou desenvolvimento da castanha

Seca prejudicou desenvolvimento da castanha
  • 14 de Outubro de 2015, 11:23

“Há muitos ouriços mas muitos deles são pequenos. Desenvolveu-se muito fruto e o que pode acontecer é, havendo um ano seco, a castanha pode não ter crescido e estar abortada”, revela Abel Pereira.
Apesar do aparecimento da vespa do castanheiro no distrito de Bragança, os efeitos desta praga devem notar-se só no próximo ano. Abel Pereira perspectiva, por isso, que esta seja uma campanha “razoável” de castanha. “Não havendo outros problemas como a septoriose, à semelhança daquilo que aconteceu no ano passado, devemos ter um ano equilibrado”, considera o responsável.
O investigador alerta ainda para a mudança no modelo tradicional de plantações de castanheiros, que está a ocorrer devido às alterações climáticas.
Um dos sinais dessa mudança é o facto de os castanheiros estarem a ser plantados em terrenos acima dos 900 metros de altitude, o que era impensável há 20 anos.
“O aumento de altitude significa que onde temos castanheiros, provavelmente daqui a 40 anos vamos ter oliveiras. Falta saber o que poderá aparecer na Terra Quente. Por exemplo, já estamos a encontrar olivais no Zoio, o que seria impensável há 20 anos”, constata Abel Pereira.
Ainda segundo o responsável da ARBOREA, o castanheiro é “a excelência paisagística da Terra Fria” e a região “não tem alternativa agronómica ao castanheiro”. Escrito por Brigantia.

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