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IPSS’s pedem apoio do governo para assistência a utentes com demências

IPSS’s pedem apoio do governo para assistência a utentes com demências
  • 28 de Outubro de 2015, 11:43

“Não estamos preparados, neste momento, para uma tão grande quantidade de utentes nesta situação. Este seminário vai no sentido de chamar a atenção para esse facto, há já alguma formação para muitos dos técnicos e dar condições para o futuro e qualidade de vida, caso contrário corremos o risco de ter cada vez mais gente a sofrer nas nossas instituições”, frisa o responsável, que alerta ainda “o poder político para encontrar soluções para situações deste género”.
Eleutério Alves frisa a necessidade de implementar uma estratégia que ajude as IPSS’s a dar resposta a estes casos, da forma mais adequada, “com apoio médico, de enfermagem, apoio de cuidados e formações dos técnicos”.
A estratégia até já foi delineada há cinco anos, mas ainda não saiu do papel. O presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, António Leuschner, explica que a especificidade das doenças que se incluem no grupo das demências exige uma avaliação que poderá demorar mais tempo do que aquilo que seria desejável.
“É uma doença evolutiva, que vão tendo vários graus, em que é preciso encontrar soluções para cada estádio da doença e é aqui que é necessário ajustar as respostas às necessidades. E demora mais tempo a fazer a avaliação, seria desejável ser mais rápido”, salienta.
Por sua vez, o director do Centro Distrital da Segurança Social de Bragança, Martinho Nascimento, sublinhou que o seminário contou com o apoio deste organismo governamental, que está disposto a apoiar as IPSS’s a encontrar soluções. Martinho Nascimento considera, contudo, que cabe às instituições definir as terapias mais adequadas a cada utente.
“Temos todas as infraestruturas para acolher as unidades de cuidados especializados para as demências, mas precisamos de formação a nível da terapia adequada. Temos a vontade das instituições e todo o apoio por parte da Segurança Social, mas tem de haver por parte das instituições a dualidade de intervenção na parte da geriatria, de apoio ao idoso, e também na parte de apoio à demência, que requer uma terapia e cuidados especializados”, afirma Martinho Nascimento.
Em Portugal, estima-se que, actualmente, cerca de 150 mil pessoas sofram de demências. Escrito por Brigantia.

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