Região

Empresários justificam descida do preço da castanha com ameaça chinesa

Empresários justificam descida do preço da castanha com ameaça chinesa
  • 17 de Novembro de 2015, 11:57

“Vieram para preços normais, nos anos anteriores estava fora do normal e eram preços muito perigosos para a agricultura e para o país, porque abrimos as portas à China”, frisa. O empresário argumenta que a concorrência de preços mais baixos do país que é o maior produtor mundial das castanhas poderia pôr em causa o negócio na Europa.
O empresário sedeado em Bragança refere mesmo que “se perdeu mercado e quantidades de venda por culpa de o ano passado estar tão cara”.
“Este ano, até agora, já comprámos a mesma quantidade que durante o ano passado inteiro”, cerca de 8 mil toneladas. Mas admite que, neste momento, estão a fazer uma retracção na compra, porque a castanha “não se está a conservar, está muito bichada”. “Quando vender a que tenho, volto para as compras”, assegura.
A concorrência de preços mais baixos da China, o maior produtor mundial de castanhas, poderia pôr em causa o negócio na Europa, acredita também Vasco Veiga, administrador da Sortegel.
O responsável da Sortegel não tem capacidade de frio para conservar o produto, estando mesmo a alugar uma infraestrutura de conservação na Guarda para armazenar castanhas, até que o mercado internacional, volte a ter capacidade de absorção.
“O mercado de fresco está bloqueado e no congelado, a indústria também não está a comprar, por causa da entrada de castanha chinesa no mercado francês. O preço da castanha estava tão alta nos últimos anos que entrou castanha chinesa que substitui a nossa na indústria”, defende Vasco Veiga.
António Reis, o mais recente empresário exportador de castanha em Bragança, adianta que outro motivo para a diminuição do preço é o facto de este ano a produção ter aumentado.
O preço oferecido por quilo da castanha ronda 1 euro, podendo em alguns casos não ultrapassar os 70 cêntimos. Uma grande descida em relação ao ano passado, quando chegou a ser era vendida a 2,80 euros.
Os empresários transformadores e exportadores consideram que é a única forma de travar a ameaça do produto chinês. Escrito por Brigantia.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin