Falta de médicos em Moncorvo e Alfândega preocupa autarcas
O autarca Local, Nuno Gonçalves, refere que esta situação causa constrangimentos mas, garante que a ULS está empenhada em encontrar uma solução.“Encontrou-se uma solução que passa por clínicos que estão a prestar serviços em Mirandela poderem vir prestar serviços em Torre de Moncorvo às terças e quintas e uma clínica de Coimbra poder estar nos fins-de-semana em Moncorvo”, adiantou.
A falta de médicos faz com que o horário das consultas abertas esteja a ser reduzido. Nalguns dias da semana, a partir das 5 da tarde não há este tipo de consultas que serve para atender casos urgentes. O presidente do Conselho de Administração da ULS Nordeste, António Marçôa, admite que desde há três meses que o Centro de Saúde de Torre de Moncorvo atravessa uma situação difícil e a que a solução agora encontrada, que passa pela ida de médicos de Vila Flor e Mirandela a este Centro de Saúde, não é definitiva. “Nós tínhamos três médicos e estava perfeitamente adequado para cobrir as necessidades de saúde da população e, num período de três meses ficámos sem três médicos. Obviamente que estamos com sérios constrangimentos em Moncorvo. pelo facto de sermos uma ULS e termos uma gestão comum, a situação consegue resolver-se recorrendo a outros centros de saúde mas, obviamente que não é uma solução definitiva”, sublinha o responsável. Espera-se que esta situação fique resolvida em Março do próximo ano, altura em que a Unidade Local de Saúde do Nordeste pretende contratar mais um médico. Entretanto, o médico que está suspenso, deverá regressar ao serviço no dentro de um mês. Também em Alfândega da Fé, a falta de médicos tem vindo a causar constrangimentos. A presidente do Município lamenta que este problema se tenha vindo a arrastar nos últimos anos e ainda não haja solução à vista. “Há um médico que está de atestado há mais de um ano, ele tinha muitos doentes e faz muita falta no Centro de Saúde. A solução encontrada foi a de passarem a vir alguns médicos de outros centros de saúde fazer algumas horas, mas isso não é uma solução que dê resposta às necessidades do Centro de Saúde”, considera Berta Nunes.Quanto aos problemas denunciados pela autarca de Alfândega da Fé, António Marçôa considera que a resposta que está, neste momento, a ser dada pela Unidade Local de Saúde se adequa à realidade local.”Mesmo com
três médicos, a acompanhar 4600 inscritos nesse Centro de Saúde, é um número adequado”, frisa o presidente do Conselho de Administração da ULS Nordeste. No entanto, António Marçôa, admite que “com o horário de funcionamento alargado do Centro de Saúde de Alfândega da Fé, se coloca o problema de três médicos não conseguirem cobrir completamente esse horário” mas sublinha que “há médicos de Mirandela que se estão a deslocar a Alfândega para acompanhar os programas de saúde”. A falta de atractividade do interior do país que faz com que os médicos não queiram fixar-se nestas zonas é um problema que tem vindo a afectar também a Unidade Local de Saúde do Nordeste. Para tentar colmatar o problema do envelhecimento do corpo médico, outro problema que afecta esta entidade de saúde, a ULS pretende abrir vagas para cinco médicos de família nos próximos 5 anos. escrito por Brigantia.