Luís Portugal diz-se vítima de “terrorismo pessoal e empresarial”
“Estes três senhores juntaram-se e disseram ‘lance-se um comunicado, destrua-se uma pessoa e depois vamos investigar’. Quando vieram para o terreno a montanha pariu um rato, a única coisa que selaram à empresa foram compotas”, afirma.
Depois de ter acesso ao processo, o chef transmontano refere que pelo menos um dos doentes terá ingerido enchidos comprados numa grande superfície do centro do país.
O gerente da loja com o nome da marca e da Tasca do Zé Tuga, garante que não se comprovou que a origem da doença estivesse no fumeiro da empresa e entende que houve uma mudança de atitude quando as grandes superfícies começaram a ser envolvidas no caso. “O Ministério Público tem de perceber e investigar quais os interesses que os directores destas entidades responsáveis pelo comunicado têm nos grandes grupos económicos”, atira.
Luís Portugal lamenta que o caso tenha levado a que a actividade da empresa “Origem Transmontana” quase parasse e que muitos projectos tivessem de ser abortados.
A empresa pondera agora intentar uma acção judicial contra os autores do comunicado para que seja ressarcida dos danos causados por esta denúncia e pela delimitação das responsabilidades à marca “Origem Transmontana”. Escrito por Bragança.