Sector do azeite tem-se revelado uma oportunidade de negócio na região
A secretária-geral adjunta da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas (CONFAGRI) revelou neste encontro que tem aumentado o número de projectos de investimento no sector do Azeite. Maria Antónia Figueiredo explica que a exportação é um dos caminhos a seguir e há agora novos mercados internacionais em expansão. “No oriente, antigamente usavam mais óleos mas agora estão a começar a usar o azeite, sobretudo na classe mais alta da sociedade. Há outros países, como os Estados Unidos da América, que estão também a introduzir o azeite nas suas dietas, até os cozinheiros que nós vemos nos programas de televisão o utilizam, e isso é uma grande oportunidade. Também exportamos muito para o Brasil, que é um grande consumidor de azeite e que cada vez mais coloca este produtos nos seus bens alimentares. Devemos aproveitar estas oportunidades em termos da propensão e do aumento do consumo”, frisou a representante das cooperativas. A responsável não tem dúvidas que as características do azeite transmontano são únicas e podem ser aproveitadas para a criação de emprego no sector. “Além de produzir riqueza, o azeite produz também emprego, faz com que haja manutenção de postos de trabalho e de pessoas, contrariando a tendência de migração das zonas rurais para o litoral ou até mesmo emigração”, acrescentou. Produzir azeite em Trás-os-Montes pode ser, em alguns casos, mais caro do que, por exemplo, no Alentejo, devido à dimensão das culturas, às especificidades dos solos e ao uso das variedades regionais, que exigem outro tipo de tecnologia associada. Mas Maria Antónia Figueiredo frisa que essas implicações não são necessariamente uma desvantagem. “Para os agricultores, e para aqueles que se estão a instalar, existe um Programa Nacional de Reconversão, há também o programa de Desenvolvimento Rural, houveram muitas candidaturas para a exploração melhorar a sua tecnologia, a sua capacidade, que é para não se fazer tudo aleatoriamente”, esclareceu. O Encontro de Cooperativas Olivícolas, que decorreu em Macedo de Cavaleiros. serviu também para alertar os agricultores para as medidas que devem tomar, de forma a estarem preparados para o controlo e as fiscalizações aos lagares de azeite. Escrito por Onda Livre (CIR).