Habitantes, comerciantes e turistas descontentes com odor proveniente da ETAR de Bragança
Moradores, turistas e proprietários de estabelecimentos comerciais referem que o odor proveniente da estação de tratamento causa transtornos com frequência. Fernando Correia “O Município deveria obrigar a empresa a usar um líquido para reduzir o cheiro, porque é um fedor que é uma vergonha”, referiu Fernando Correia. Para quem mora perto como na zona do castelo ou bairro de São Sebastião a localização escolhida para a localização da ETAR não foi a melhor. Muitos não compreendem porque construíram a estrutura tão perto do ex-libris da cidade e acreditam que a situação afecta mesmo o turismo. “Não se pára aqui, no Verão então nem se fala, quando há um pouco de vento e ele vem de baixo não se suporta”, referiu Fernando Correia.. O morador acredita que a situação afecta o turismo, nomeadamente no que diz respeito aos visitantes que escolhem o parque de caravanas para ficar, situado bem próximo da ETAR. “Pobres dos turistas, dos das caravanas, que têm de andar sempre a fugir”, acrescentou. Já Graça Machado também não está satisfeita com a situação. “Moro no bairro de São Sebastião e nota-se bastante o mau cheiro. Quando vim para o bairro metia-me muita confusão ao princípio, era muito incómodo”, referiu. Confrontado com estas queixas, o presidente do Município de Bragança, Hernâni Dias, assegura que a solução instalada é da mais alta tecnologia e o tratamento é feito correctamente. a solução que está instalada é uma solução da mais alta tecnologia e o tratamento “é feito correctamente”. O problema decorrente do cheiro não é, de acordo com o responsável autárquico, “novo” e também “não é um problema que se consiga resolver a não ser com distância que significaria construir um edifício mais longe” o que não seria economicamente viável. De acordo com alguns testemunhos, o cheiro chega mesmo à zona da Sé, Avenida Sá Carneiro e outras mais afastadas da estrutura de tratamento de águas residuais. De acordo com alguns testemunhos, o cheiro chega mesmo à zona da Sé, Avenida Sá Carneiro e outras mais afastadas da estrutura de tratamento de águas residuais. Contactada pela Brigantia, a empresa Águas do Norte, admite que “houve munícipes que, pela altura do Natal, terão alertado para existência de cheiro no centro da cidade”, referindo que “foram queixas pontuais, de um ou dois dias, que não se voltaram a repetir”. Escrito por Brigantia.