Presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes espera que fusão dos sistemas de água não seja revertida
Mas agora, o ministro do Ambiente anunciou reversão da fusão dos sistemas de captação de água em alta, e o regresso da Águas do Douro e Paiva, deixando em aberto a possibilidade de o mesmo acontecer com outras empresas.Uma decisão que, caso venha a verificar-se no nordeste transmontano, com o regresso da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, deixa apreensivo o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, Américo Pereira. “ O ministro já deu a decisão e o negócio vai ser revertido. O que é certo, é que, através da fusão das empresas em alta conseguiu-se a redução da tarifa para o abastecimento em alta , e agora, se houver reversão, provavelmente, vai voltar a baixar a tarifa no litoral e o governo, provavelmente, vai querer compensar os habitantes do litoral. Isso é injusto, apesar ter sido feito pelo governo anterior foi um bom dossier, fortemente pressionado pelos autarcas do norte do país, e acho que esta é uma cedência que não se deveria fazer”, frisa Américo Pereira. Já o presidente do Município de Bragança, Hernâni Dias, está mais optimista e prefere não tecer comentários enquanto nada estiver decidido, em relação a Trás-os-Montes e Alto Douro. “Creio que não estará essa situação equacionada. O processo das águas é bastante complexo. Nós temos as nossas preocupações claras e, como não houve ainda outros desenvolvimentos, prefiro não estar a comentar antes de ter a noção clara daquilo que vai efectivamente acontecer”, considera o autarca brigantino. O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes esclareceu, entretanto, através da página oficial do governo, que “as autarquias que entenderem manter o sistema existente poderão fazê-lo”.O Ministro deixa claro que no que diz respeito ao Porto, a Águas de Douro e Paiva», voltará a existir, mas sublinha que “outros sistemas podem manter-se como estão, se for essa a vontade das autarquias”.João Pedro Matos Fernandes pronunciou-se ainda sobre os municípios com baixa densidade populacional, como é o caso dos municípios do interior do país, esclarecendo que um novo modelo está «ainda em aberto» e vai ser “debatido com as autarquias”, para conferir «ganhos de escala» a municípios com baixa densidade populacional. O ministro lembra que “Quando a fusão foi feita, houve sistemas do interior que viram baixar a sua tarifa para os municípios”, admitindo que, para estas autarquias, “é muito importante esta baixa da tarifa, para que se possa investir”, acrescentando que “é aqui que o grande salto de escala tem de ser dado”.
O governante admite que “possa haver um entendimento para que se possam agregar sistemas” e para que possa haver uma “verticalização, ou seja, uma integração dos sistemas de alta e de baixa”, criando-se «uma parceria entre a Águas de Portugal e os municípios para que a alta e a baixa possam ser geridas em conjunto”. Escrito por Brigantia.