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Carreira aérea Bragança-Portimão “é pouco rentável”, constata Jorge Gomes

Carreira aérea Bragança-Portimão “é pouco rentável”, constata Jorge Gomes
  • 28 de Março de 2016, 08:47

“Todos nós percebemos que a linha aérea pode ser agradável para quem vai de Bragança a Lisboa, em que pode chegar de manhã e partir ao final da tarde mas o inverso não é possível. Quem quer ir de Lisboa a Bragança, não consegue regressar no mesmo dia de trabalho e tem de passar duas noites em Bragança. è evidente que isso não é uma boa prática para cativarmos gente que visite a região de Bragança, de Vila Real ou Viseu”, constatou o secretário de Estado. Jorge Gomes espera reunir na próxima semana com a companhia responsável pela carreira aérea, a Aerovip sobre este assunto mas também para que esta entidade possa integrar a discussão que perdura há meses sobre quem deve pagar a factura da segurança nos aeródromos.O secretário de Estado lembra que a lei determina que os proprietários dos aeródromos, neste caso os Municípios, são responsáveis pela segurança nos aeródromos. No entanto, alguns autarcas, incluindo o de Bragança, consideram que este encargo deveria ser assegurado pelo estado. Jorge Gomes admite, no entanto, que um dos objectivos desta linha é combater a interioridade e garante que esse aspecto vai ser tido em conta. “Esta é uma linha criada com base no combate à interioridade e como forma de aproximação rápida e segura das zonas do interior aos grandes centros e, por isso é que é uma linha aérea suportada, em muito, pelo poder central. Estamos a trabalhar o assunto para ver como se pode fazer o pagamento à GNR sem carregar demasiado as autarquias. Pretendemos chegar a um entendimento saudável para todas as partes”, frisou Jorge Gomes. Na semana passada o Secretário de Estado da Administração Interna reuniu com o Secretário de Estado das Infraestruturas sobre este assunto mas ainda nada está definido. No caso de Bragança, a presença da GNR no aeródromo para garantir a segurança dos voos representa um custo de cerca de 108 mil euros por ano. Escrito por Brigantia.

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