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Recuperação de olival centenário deu origem a percurso pedestre que complementa calçada de Alpajares

Recuperação de olival centenário deu origem a percurso pedestre que complementa calçada de Alpajares
  • 23 de Abril de 2016, 19:42

A Transumância e Natureza é uma organização não governamental, de ambiente, e sem fins lucrativos, criada há 15 anos em Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda. Interessada na conservação da natureza da área do Parque do Douro Internacional, decidiu expandir a sua área de abrangência para o distrito de Bragança. Para isso, adquiriu terrenos privados nesta zona, em Setembro do ano passado. O coordenador executivo desta associação, Pedro Prata, explica o trabalho que têm vindo a desenvolver nas propriedades que adquiriram. “Recuperámos uma casa tradicional que se encontrava com o telhado quase a cair. Pretendemos recuperá-la ao ponto de poder ser utilizada. Identificámos uma parcela muito importante de um olival multi-centenário, que estamos agora a tentar saber a sua idade, de uma forma mais precisa. Uma das primeiras acções que implementámos foi a limpeza desse olival, que culminou na organização de um percurso pedestre. Para além disso, como uma primeira acção experimental, foi feita a colheita da azeitona dessas oliveiras e produzido um pequeno lote de azeite”, descreveu o responsável. Grande parte da área abrangida pelo Parque Natural do Douro Internacional é constituída por propriedades privadas. A Transumância e Natureza interessa-se, por isso, em adquiri-las para melhor poder preservar a fauna e a flora deste território. Depois da recuperação deste olival, a associação quer agora desenvolver outros projectos. “O objectivo da associação era adquirir e conservar aquela propriedade e, dentro de uma parceria muito mais alargada que temos com outras 9 entidades, iniciámos, em Junho passado, um projecto dentro do Programa Life. Trata-se de um programa da Comissão Europeia que visa a gestão e o melhoramento das características ambientais, dentro da rede Natura 2000. Através deste programa, pretendemos proteger, salvaguardar e melhorar a reprodução de duas espécies emblemáticas do Parque Natural do Douro Internacional: o abutre do Egipto e a águia-de-bonelli”, acrescentou Pedro Prata. O novo percurso interpretativo, em torno do olival centenário da zona da ribeira do Mosteiro abriu esta manhã ao público, servindo de complemento ao percurso da calçada de Alpajares. O Município de Freixo de espada à Cinta organizou este sábado uma caminhada a esta calçada, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1977. Já em Março do ano passado foi inaugurado o Centro Interpretativo da Calçada de Alpajares, na antiga escola primária de Poiares. Escrito por Brigantia. Foto: sitioseestados.blogspot.pt – Paisagem da zona envolvente da ribeira do Mosteiro.

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