Câmara de Mirandela aprova moção a favor do financiamento de mais turmas no Colégio da Torre
Na semana passada, o Ministério da Educação já divulgou a lista dos colégios privados com contratos de associação que vão poder abrir turmas de início de ciclo, no próximo ano lectivo, e o colégio da vila do concelho de Mirandela viu ser reduzido o apoio de três para apenas uma turma. O Colégio de Torre de Dona Chama, tem apenas apoio financeiro para uma nova turma de 10º ano, no próximo ano lectivo. Uma redução que pode colocar em causa o funcionamento daquele colégio e que levou o Município a aprovar uma moção a solicitar a revogação do despacho. Trata-se de um corte significativo de 161 mil euros, dado que, em Junho de 2015, o contrato de associação estabelecia financiamento total de 241.500 euros, para duas turmas do terceiro ciclo (7º ano) e uma do ensino secundário (10ºano), passando agora a um apoio de apenas 80.500 euros, relativo a uma turma de 10º ano e a área geográfica de implantação da oferta é circunscrita às freguesias de Torre Dona Chama, São Pedro Velho, Fradizela, Bouça, Vale de Gouvinhas e Múrias, todas do concelho de Mirandela. O executivo aprovou, por unanimidade, uma moção a solicitar ao Ministério da Educação a revogação da aplicação do despacho normativo no que se refere ao colégio de Torre de Dona Chama. Para o presidente do Município de Mirandela, António Branco, esta situação “é injusta” e coloca em causa uma oferta, criada há 39 anos, numa área geográfica sem cobertura de ensino público e que alargou sempre a sua área de influência aos concelhos limítrofes de Vinhais, Macedo de Cavaleiros e Valpaços. Já para o deputado do PSD, eleito por Bragança, José Silvano, esta decisão do Governo pode ditar “a morte lenta” do colégio. No documento aprovado por unanimidade, o Município de Mirandela recorda que a região tem vindo a ser penalizada pelo encerramento de diversos serviços públicos, nomeadamente da rede pública de ensino, pelo que há necessidade de combater o despovoamento e o envelhecimento da população com medidas de descriminação positiva que contrariem a depressão demográfica da região. O director do Colégio de Torre D. Chama, Bruno Alfredo Carvalho, não quis prestar declarações sobre o assunto. Escrito por Terra Quente (CIR).