Região

Estratégia de promoção conjunta dos produtos regionais considerada uma necessidade

Estratégia de promoção conjunta dos produtos regionais considerada uma necessidade
  • 14 de Junho de 2016, 14:22

Uma realidade também constatada pela deputada do PS pelo distrito de Bragança, Júlia Rodrigues, que após a visita ao certame, reforçou a importância de criar uma “marca -chapéu” dos produtos regionais transmontanos.

“Julgo que temos que avançar para um conceito de marca chapéu. Trás-os-Montes é uma região que, pelas suas especificidades, tem produtos de excelência a nível nacional, portanto o conceito de uma marca chapéu é realmente importante para conseguirmos ganhar escala para promover os nossos produtos. O Alentejo faz isso mesmo, portanto a nossa capacidade de organização tem que consegui unir os produtores, unir os actores importantes neste conceito e neste novo paradigma para a comercialização”, defende a parlamentar.

A deputada acrescenta que a região do Douro, que já é internacionalmente reconhecida, pode servir de alavanca à união aos decisores políticos e actores locais para promoveram a região de forma conjunta.

“Temos aqui ao lado o Douro, que é bem conhecido internacionalmente e pode ser uma alavanca com união dos decisores políticos, como as câmaras municipais, as Comunidades Intermunicipais, e portanto há uma série de actores locais que têm de se unir não só em agendas culturais mas também em agendas económicas que promoverão os nossos produtos locais e poderão ser uma alavanca para o investimento local e regional”, frisa.

E se a região do Douro, que abrange também parte do distrito de Bragança, dispensa apresentações, sobretudo no que toca à promoção dos vinhos, o mesmo não acontece com outros produtos que, apesar de terem potencial, parecem andar um pouco à deriva em questões de promoção.

Maria Emília Talhas cria porcos bísaros em Vinhais e faz fumeiro.

Marcou presença na FNA pela primeira vez, já que a empresa tem apenas um ano.

A produtora frisa que ainda há muito por fazer na promoção do fumeiro e admite que não é fácil suportar sozinha as despesas que a feira implica.

“Estive há pouco tempo na Ovibeja, e as pessoas não conhecem o nosso fumeiro. Fiz a Agrobraga em que a única alheira que é conhecida é a alheira de Mirandela, não tem nada a ver com as alheiras de Vinhais nem com a de Bragança. O feedback foi óptimo, as pessoas adoraram, correu tudo muito bem, mas foi um trabalho muito duro. E também em termos de despesa, porque o vir para aqui fica-nos em quase mil euros fora estadia. E não há apoios de lado nenhum, é um espaço bastante caro mas só assim é que nós conseguiremos divulgar aquilo que temos”, queixa-se a produtora.

Já a carne mirandesa parece dispensar apresentações. A qualidade desta iguaria já conquistou consumidores de todo o país.

O Restaurante Académico, de Bragança, representa oficialmente esta carne certificada em todos os eventos a nível nacional e internacional há 14 anos. E na Feira Nacional de Agricultura teve todos os dias casa cheia.

Quem provou promete repetir.

A presença de expositores transmontanos na Feira Nacional de Agricultura e a forma como são promovidos os produtos regionais são o tema de uma reportagem que pode ler na edição desta semana do Jornal Nordeste. Escrito por Brigantia.

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