Helena Freitas defende que o desenvolvimento do interior deve passar pelo investimento na agricultura
Na sua passagem recente pelo distrito de Bragança, Helena Freitas frisou que o interior do país deve alavancar o seu desenvolvimento através do investimento na agricultura. “É evidente que o desenvolvimento rural é também uma questão crítica para o desenvolvimento do interior. Deve ser potenciado com inovação e transferência de conhecimento. A capacidade de fazermos novos projectos, trazemos a transformação para o sector agro-alimentar é vital e, sem dúvida, que é essencial aproveitar os recursos endógenos e valorizá-los”, sublinhou a responsável.
A coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior frisa ainda que o desenvolvimento destas regiões deve assentar em pilares como a inovação, a internacionalização e a valorização do turismo. “Tudo isto, no fundo, tem a ver com o aproveitamento dos recursos. É necessária uma boa articulação entre os agentes que podem criar dinâmicas inteligentes nos territórios, aproveitar agricultura e todo o potencial que toda esta região tem, aproveitar os jovens, o conhecimento que hoje temos nas universidades e nos politécnicos, de uma forma articulada e organizada. Devemos também apostar na internacionalização, juntamente com o turismo”, salientou.
Helena Freitas referiu ainda que está a ser preparado um conjunto de medidas para travar a perda de recursos do interior, com o objectivo de promover a coesão territorial. “Estamos, neste momento, a preparar o programa nacional que tem como objectivo a valorização do interior e, portanto, um conjunto de medidas transversais e sectoriais, esperamos que comecem também a criar novas dinâmicas no interior do pais, investimento e diferenciação positiva aos vários níveis de recuperação de serviços públicos. De facto, há uma consciência muito clara, por parte do governo e do actual primeiro-ministro, de que o interior e a sua revitalização é fundamental para o futuro do país e é também uma questão de justiça. Temos de ser capazes de travar a perda dramática de recursos demográficos e técnicos que o interior tem sofrido e fazer do país um país mais igual”, acrescentou.
A coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior assume-se como uma “interlocutora entre os municípios do interior e o governo, para conseguir um país mais igual”.