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Barragem de Foz Tua já terá começado a encher. Movimento Cívico desaconselha visitas.

Barragem de Foz Tua já terá começado a encher. Movimento Cívico desaconselha visitas.
  • 17 de Junho de 2016, 09:45

Parece haver mais interessados em visitar o vale, agora que se aproximam os derradeiros dias no estado selvagem, revela Filipe Esperança, presidente do movimento, o que levou à emissão de um comunicado. “Já tínhamos tido conhecimento que, nos últimos dois meses tinham sido britados os túneis da Falcoeira e das Fragas Más. Agora, estão a ser aplicados pesticidas para fazer quimicamente o controlo da vegetação nas margens da albufeira. Associada a toda uma sinalização de proibição, e visto que temos recebido informações sobre o estado da linha, resolvemos emitir um comunicado para desaconselhar as visitas ao Vale do Tua. A estas informações, junta-se uma de quarta-feira, que dá conta do início do enchimento da albufeira, pelo que não aconselhamos a visitar”, frisou o responsável.

Filipe Esperança não sabe ao certo porque motivo mais pessoas querem conhecer o Vale do Tua, mas acaba por ser uma reacção tardia. “Penso que, de repente, houve um ‘boom’ de informação, que levou as pessoas a interessarem-se e a querer visitar, porque a zona vai desaparecer e ficar submersa pela albufeira da barragem. Há muitos anos que alertamos para esta situação. Infelizmente, as pessoas acordaram um pouco tarde, quiseram visitar o vale tarde, conhecer a linha tarde. Não é de todo mau, mas temos que ser mais activos e cívicos. Deveria haver um leque de prioridades, que nos levasse a perguntar o que queremos para a nossa região, e o que vai ser bom”, acrescentou. Segundo informações de Filipe Esperança, a barragem terá começado, efectivamente, a encher esta quarta-feira, depois de a EDP ter anunciado que os primeiros enchimentos seriam feitos este mês. Um momento “triste” e “de reflexão”, considera o activista. Não será, contudo, o fim do trabalho do Movimento.“É um momento de tristeza, de reflexão. No fundo, há dez anos que alertamos para este momento, e que o tentamos adiar.  Acabou por se tornar uma realidade. Não é nada de que não estivéssemos à espera, pela história que temos no país e na região, onde os interesses económicos se sobrepõem a outros,  aos sentimentos da população e, no caso, até aos pareceres da UNESCO”, lamentou o presidente do movimento.

Filipe Esperança acrescenta ainda que todos os troços considerados perigosos estão devidamente assinalados pela EDP. A empresa, contactada para comentar o caso, ainda não se pronunciou. Escrito por Onda Livre (CIR).

 

 

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