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Quase duas centenas de pessoas despediram-se do Vale do Tua este fim-de-semana

Quase duas centenas de pessoas despediram-se do Vale do Tua este fim-de-semana
  • 21 de Junho de 2016, 11:24

A iniciativa foi organizada pela câmara de Carrazeda de Ansiães foi para alguns, mais um passeio pedestre, mas para muitos foi uma hipótese de reviver memórias e participar uma caminhada que consideram histórica e simbólica. “Tenho pena e sou contra. Na minha terra também vai existir barragem e também sou contra. Acho que é inaceitável destruírem uma linha de comboio que é única no país e uma das poucas na Europa que poderia ser toda aproveitada para fim turístico”, referiu Fernando Gomes, que integrou um grupo de Mondim de Basto, que participou na caminhada.

As opiniões quanto à barragem dividem-se. Enquanto muitos esperam que traga turistas e desenvolvimento, outros preocupam-se com o desaparecimento da linha férrea, do vale tal como o conhecemos, do rio no estado selvagem e com as consequências para a agricultura. João Ramirez diz que com a chuva que caiu este ano a produção de vinha vai ficar reduzida a mais de metade. Com a barragem “o nevoeiro ainda vai acumular mais, para a vinha é a pior coisa mais prejudicial que pode haver. Nesse aspecto, não nos vai trazer mais vantagem nenhuma. Para a agricultura, não vai trazer benefícios”.

Para as culturas mais rentáveis da região já próxima do Douro, como a vinha e a oliveira, as alterações meteorológicas criadas pelo grande aglomerado de água poderão trazer mudanças na produção, o que preocupa alguns habitantes.

Este é o tema de uma reportagem alargada que pode ler na edição desta semana do Jornal Nordeste. Escrito por Brigantia.  

 

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