Presidente da República quer grupo de acção específico para a região de transmontana
Já ontem, em Alfândega da Fé, frisou que o ideal era abranger toda esta região e que se deveria começar a trabalhar nesse sentido, o quanto antes, de forma a canalizar para esta zona mais fundos do actual quadro comunitário de apoio.
“Sei que o governo criou uma Unidade de Missão para as terras longe do litoral, mas eu penso que é preciso ir um pouco mais longe e espero convencer o senhor primeiro-ministro, porque o chamado interior é muito vasto, acho que é importante haver uma unidade de missão ou um grupo na unidade de missão preocupado com esta região, com os problemas desta região e com os fundos de Bruxelas que podem ser aplicados nesta região, porque é uma oportunidade única”, defendeu.
Marcelo Rebelo de Sousa não tem dúvidas que as terras e as gentes de Trás-os-Montes merecem um tratamento especial, sobretudo na distribuição dos fundos comunitários.
“Nenhum de nos sabe se depois de 2020 haverá tantos fundos a vir de Bruxelas como aqueles que vieram ou que estão para vir e não se pode perder esta oportunidade. E se há outras zonas que estão longe do litoral e de onde é mais fácil decidir politicamente que precisam de uma aposta prioritária, Trás-os-Montes e Alto Douro merecem um tratamento especial”, entende o Presidente da República, que apelou ainda à união entre autarquias, organismos do Estado e populações, de forma a criar mais investimento mais nesta região.
“Não é para discriminar em relação aos outros, mas é apar olhar para os problemas e encontrar um equipa que possa coordenar os esforços, entre os municípios a CCDRN, os serviços do estado, as empresas, os produtores, as IPSS, as misericórdias e os que tratam das questões sociais”, sublinhou.
O chefe de Estado foi recebido por um banho de multidão, em Alfândega da Fé. Centenas de pessoas rumaram ao centro da vila, junto à casa da família do padrinho do Presidente da República, o Engenheiro Camilo de Mendonça.
E, no meio da multidão, encontrou até quem o conhece desde criança. Noémia Sá, de 79 anos, fez questão de cumprimentar Marcelo Rebelo de Sousa que já não via há mais de 25 anos.
Antes de cumprimentar a multidão em Alfândega da Fé, o que demorou mais de uma hora, o chefe de Estado tinha visitado a fábrica de cogumelos SousaCamp, em Vila Flor.
Já o jantar foi servido na Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta. Hoje, no distrito da Guarda, termina a segunda edição do “Portugal Próximo”. Escrito por Brigantia.