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Falta de médicos no centro de saúde de Vinhais indigna autarca

Falta de médicos no centro de saúde de Vinhais indigna autarca
  • 8 de Agosto de 2016, 09:55

De acordo com Américo Pereira, a falta de médicos já fazia notar em alguns períodos do dia mas na semana passada a situação agravou-se e houve dias inteiros em que nenhum médico prestou cuidados de saúde aos utentes do centro de saúde de Vinhais.

O autarca socialista pede que a situação seja resolvida.

“Tivemos dias inteiros e manhãs ou tardes completas sem médico. Um centro de saúde que para funcionar bem tem de ter 6 a 7 médicos, não ter nenhum de serviço é algo que é inconcebível, não podemos nem vamos aceitar. Enquanto presidente de câmara não posso ficar calado e mostro-me completamente indignado com esta situação”, frisa Américo Pereira.

O facto de nesta altura a população do concelho aumentar com o regresso para férias da diáspora e os efeitos do calor resultante das altas temperaturas que se fazem sentir na região são problemas que deixam Américo Pereira ainda mais preocupado.

“Numa altura em que a população aumenta consideravelmente não aceitamos que não existam médicos no centro de saúde para atender às populações”, referiu.

O autarca promete tomar outras atitudes caso nada seja feito para resolver o problema da falta de médicos que afecta o centro de saúde de Vinhais e que se agravou na última semana.

“Caso o assunto não se resolva nos próximos dias, a bem das populações e em nome delas, fica o aviso que partiremos para outro tipo de tomada de posição”, afirma o autarca sem avançar, no entanto, quais. Contactada a Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN), admite que “o mês de Agosto, por ser um período em que se regista um maior número de profissionais de saúde em gozo de férias, é um daqueles que, a par de outras épocas festivas como o Natal ou a Páscoa, exige um maior esforço na organização de escalas de trabalho – neste caso dos 5 médicos em funções no Centro de Saúde de Vinhais – o que é tido em conta por esta ULS, de modo a garantir a necessária e adequada assistência”.

No entanto, esta entidade de saúde garante que as dificuldades, que admite que existiram na gestão da escala dos médicos, “foram pontuais”, tendo ocorrido entre 1 a 5 de Agosto, altura em que dos 5 médicos do quadro daquele Centro de Saúde, 4 estiveram ao serviço, com excepção de um, por motivo de doença, comprovada através de atestado. Escrito por Brigantia.

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