Américo Pereira considera que o problema da desigualdade na distribuição de fundos comunitários na região Norte ainda não está resolvido
Recorde-se que na assinatura de contratos com a CCDR-N, em Junho passado, alguns municípios da área metropolitana do Porto não concordaram com a redefinição de atribuição de fundos, já que inicialmente o governo teria destinado 20 milhões de euros para sete concelhos da área metropolitana do Porto, tendo as autarquias sido depois informadas que afinal esse valor ia ser distribuído por 28 municípios.
Uma situação que terá mesmo estado na origem da exoneração do cargo de Emídio Gomes, enquanto presidente da CCDR-N, que foi, entretanto substituído por Freire de Sousa. Esta semana, o governo anunciou dois novos concursos do Portugal 2020, no valor de 527 milhões de euros, garantindo fundos mesmo que as sanções de Bruxelas avancem.
O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu já que os problemas com os autarcas do Norte estão resolvidos mas Américo Pereira considera que não é bem assim. “Se o ministro o diz, ele lá terá as suas fontes. Não me parece que esse assunto esteja completamente resolvido. Eu não tenho qualquer dúvida de que esse assunto continuará sempre a ser um assunto polémico. Nunca houve e continua a não haver um critério de absoluta justiça na distribuição de verbas entre o litoral e o interior, nomeadamente entre a área metropolitana do Porto e o restante território da região Norte”, frisa o também autarca de Vinhais.
O presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes afirma mesmo que este conflito vai continuar. “Não me estou a referir só à CIM Terras de Trás-os-Montes, à do Tâmega e Sousa, Minho, Douro… a todas…Este conflito vai continuar e estas nossas reivindicações em relação à área metropolitana vão continuar… Claro que ao governo compete fazer o seu trabalho que é, naturalmente, conseguir alguns consensos para que as coisas funcionem o mais normalmente possível . Mas nós também temos que continuar a fazer o nosso trabalho que é reivindicar aquilo a que achamos que temos direito e para que se cumpram as regras da justiça e da coesão social”, acrescentou Américo Pereira.
Em declarações a TSF, o ministro Pedro marques explicou que “os municípios que ainda não tinham assinado os contratos já o fizeram, depois do governo ter nomeado a nova administração da CCDR-N”. Por sua vez, o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes considera que a discórdia na distribuição dos fundos da região Norte ainda pode dar “pano para mangas”. Escrito por Brigantia.