Um “cachico” do melhores produtos de Vimioso esteve em destaque no Mercado municipal no passado sábado
O “Cachico” surgiu no ano passado, associado ao aproveitamento da abóbora para criar novos produtos gastronómicos. Depois do pão de abóbora, Marinela Gabriel, presidente da “Amartes” espera que nas próximas edições deste mercado haja outros produtos com abóbora para os visitantes poderem degustar. “Queremos mostrar que a abóbora é um produto que pode vingar no concelho de Vimioso. Vamos tentar, pelo menos, que os produtores se sensibilizem e que vejam que a abóbora é um produto onde se aproveita tudo, menos a raiz. Desde a casca, à pevide, tudo se pode aproveitar. Acho que as pessoas, nesta zona, ainda não descobriram que abóbora não serve só para fazer doce, sopa ou dar de comer aos porcos. A abóbora serve para muito mais do que isso”, frisou a responsável.
Fernando Domingues e a esposa têm uma cozinha regional em Vimioso e foram dos primeiros produtores a apostar na utilização de abóbora nos seus produtos. Trouxeram para este mercado o “cachico”, ou seja pequenos biscoitos de abóbora e pão de abóbora simples, com chocolate ou frutos secos.
A receita base, garante Fernando Domingues, já é de família e passou de geração em geração. “Já há muitos anos que fazíamos o pão de abóbora. Na nossa zona costuma-se dizer um ‘cahico’ de pão, de salpicão…ou seja, um bocadinho…”, referiu o empresário vimiosense.
Durante o ano, o Mercado Municipal de Vimioso já só tem uma vendedora de peixe a utilizar o espaço de forma tradicional.
A falta de vendedores, levou a autarquia a atribuir os espaços destinados ao comércio tradicional a entidades, empresas ou associações que prestam serviços em várias áreas. “Este espaço foi requalificado, há cerca de cinco anos mas sabemos que hoje o mundo dos negócios é diferente daquele que estava ligado, noutros tempos, a este tipo de mercados. Nós temos vindo a alugar estes espaços para outras actividades e serviços. Neste momento, já estão três ou quatro espaços alugados”, referiu o autarca Jorge Fidalgo, acrescentando que o “Cachico” serve para “revitalizar um pouco o espaço”.
Esta edição do “Cachico” teve a presença de 12 expositores.
A iniciativa contou com várias actividades culturais e com um Workshop de licor de abóbora. Escrito por Brigantia.