GNR vai reforçar fiscalização ao envenenamento de animais do Parque Natural do Douro Internacional
Através do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), a GNR reforçou a vigilância à utilização de venenos e fitofármacos numa área em que foram registados mais de cem casos em 22 anos, como adianta o major Ricardo Alves, do SEPNA
“ De 94 a 2016 ouve cerca de 130 animais sobre os quais foi utilizado veneno. Nem todos são animais selvagens, cerca de 60% são cães e os restantes são selvagens”, destaca.
Entre os venenos mais usados, Ricardo Alves destaca a estricnina, a bromadiolona e o aldicarb.
O responsável admite que, em parte, são aplicados para controlo de predadores, mas há excepções.
“ Por norma são identificados um maior número de casos quando se inicia a época venatória e também há uma parte significativa associada aos criadores de gado, não podemos também aqui esquecer alguns conflitos entre vizinhos e daí também haver um grande número de animais domésticos envenenados”, refere Ricardo Alves.
Para prevenir e controlar estes casos, o SEPNA apresentou ontem, em Miranda do Douro, dois binómios cinotécnicos especializados, integrados no projeto Life Rupis, que visa proteger a águia perdigueira e o britango.
Os binómios cinotécnicos são constituídos por dois militares, um pastor alemão e um pastor belga.
Os cães foram comprados na Eslováquia e treinados em Portugal para estas funções.
Vão intervir naquele parque, que abrange os concelhos de Miranda, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo. Escrito por Brigantia