Associações transmontanas estiveram na UE para defender o sector da caça
Este processo começou há um ano, a nível interno, com conversações com os governos, para alertar para a dinamização e necessidade de reformar o sector florestal no sentido de alavancar de forma definitiva o sector da caça e o sector rural dos territórios do interior.
António Coelho, presidente da Associação Florestal, fez uma intervenção no parlamento europeu, onde considerou que é necessário mudar mentalidades relativamente ao sector da caça e que esta reforma estrutural do sector da caça pode ser o ponto de partida para a mudança. “Existe uma má imagem do caçador, é necessário educar as pessoas para sentirem o valor económico, social e ambiental da actividade cinegética”, referiu.
Além da intervenção onde abordou a temática da caça como factor de amortecimento da crise e de alavancagem para o desenvolvimento do interior do país, foi entregue um documento subscrito por todas as entidades presentes, com nove pilares que António Coelho considera essenciais para o sector da caça em Portugal.
“É fundamental saber o valor deste sector, para que de uma vez por todas haja esse trabalho sério, digno e feito com quem sabe de forma a saber com rigor qual é que é o peso da actividade cinegética em Portugal, com isto falo também da dinamização e valorização cultural das regiões do interior”, esclareceu.
António Coelho recebeu um feedback positivo das sugestões apresentadas na União Europeia e espera agora uma discussão interna para que a reforma estrutural no sector da caça em Portugal seja implementada o mais rápido possível. Escrito por Brigantia