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Produtores de maçã preocupados com a falta de mão-de-obra na apanha da fruta

Produtores de maçã preocupados com a falta de mão-de-obra na apanha da fruta
  • 1 de Setembro de 2017, 11:14

Rui Barata, dono de vários hectares de pomar, diz que mais do que a falta de chuva ou o granizo que afectou a produção o principal problema é a falta de trabalhadores na campanha. 
“O problema maior, além da falta de humidade, é a falta de mão-de-obra. Cada vez mais se torna complicado arranjar pessoal para trabalhar e por isso o número de trabalhadores por campanha varia entre os 40, 30 pessoas. Este ano se calhar vou fazer tudo com 20 pessoas”, explica.
O facto de apanha da maçã coincidir com as vindimas, outra cultura de grande relevo no concelho, é um agravante à falta de pessoal em Carrazeda de Ansiães. Rui Barata, realça ainda que mesmo a contratação de estrangeiros caiu e por isso agora os produtores vêem-se obrigados a fazer a campanha com muito menos pessoas.
“ Com os apertos que fazem as entidades que regulam a presença dos estrangeiros e com o cerco que fazem estão a complicar as coisas e torna-se cada vez mais difícil também arranjar essas pessoas”, que até agora eram a salvaguarda dos produtores.
Apesar de todos esses problemas os produtores afirmam que este é um bom ano de maçã. A Frucar é uma das maiores organizações de produtores de Maçã da região e conta com cerca de 18 produtores associados, que dá escoamento às produções do concelho. Para esta campanha, José Martins, um dos responsáveis, tem a previsão de que a empresa receba dos seus associados “cerca de 7 mil toneladas, entre maçã qualificada e não qualificada.”
A mais afamada fruta do concelho tem até um certame que lhe é dedicado. A feira da maçã, vinho e azeite, começou ontem até domingo, para promover os ex-libris do concelho.José Martins considera o certame do próximo fim-de-semana, uma montra “essencial”, não só para a maçã mas também para o concelho, apesar de não ser representativa em vendas directas para a Frucar, contudo assegura que a presença na feira “acaba por se reflectir nos mercados, uma vez que com a feira ficam a conhecer melhor a qualidade da fruta.” 
A nível nacional os principais clientes são os hipermercados, a nível internacional a empresa está a ter sucesso nas exportações para Espanha e Angola. É a rainha do concelho e a sua produção é uma das principais actividades agrícolas de Carrazeda e juntamente com o vinho e o azeite, com quem divide o protagonismo no certame que já está a decorrer, move a economia de Carrazeda, cerca de 20 milhões de euros por ano. Escrito por Brigantia/ Foto: Blog À Descoberta de Carrazeda de Ansiães

 

 

 

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