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Vão ser apresentadas novas medidas para a prevenção de incêndios

Vão ser apresentadas novas medidas para a prevenção de incêndios
  • 20 de Dezembro de 2017, 08:55

O ministro salientou que este programa contará com as autarquias, com os bombeiros e com as forças de segurança para limpar as áreas de maior risco e onde haja acumulação de matéria combustível:
“A prevenção é decisiva, limpar tudo até maio. Limpar em torno de estradas, em torno de vias férreas, em torno de habitações, em torno de aglomerados populacionais, para isso há um mandato para os proprietários. Há recursos adicionais para associações florestais, para as autarquias locais, para as empresas concessionárias que foram colocados no orçamento de estado, mas antes de mais diria que um mandato cívico para todos.
Ninguém aceitará que com desculpas jurídico-formais ou com  a pior desculpa que é o desleixo não se faça tudo o que for possível, para que, até ao final da primavera se prepare um verão mais seguro.”
Eduardo Cabrita realçou que a resposta tem de ser flexível e ajustada às circunstâncias:
“Como vimos tragicamente  em 2017, os acontecimentos de maior gravidade sucederam em junho e  em outubro. Temos que estar preparados todo o ano, todo o ano na prevenção, todo o ano na resposta inicial para o ataque ampliado quando necessário, na dotação com meios aéreos pronto para intervir alargadamente e ao longo de todo o ano.”
Para quem não limpar, o ministro disse que haverá maiores penalizações, mas também sublinhou que o objetivo não é castigar, é passar à ação:
“As penalizações são duplicadas, mas o fundamental não é a penalização, é constituir mecanismos a partir de 15 de março. Se o proprietário não limpar, as autarquias locais com o apoio das forças de segurança, com o apoio, se necessário das forças armadas, têm um mandato no orçamento de estado para intervir limpando estas áreas em torno de habitações ou em torno de aglomerados populacionais. Podem fazê-lo com mecanismos simplificados de contratação, se for necessário contratar empresas ou meios externos e com dispensa de visto no tribunal de contas. Mas o que é mais importante do que isto, não é aplicar coimas, não é fazer contra-ordenações nem aplicar sanções, o que é fundamental aqui é esta consciência coletiva de que a segurança, a prevenção, são uma responsabilidade de todos.”
Mais prevenção em 2018, com o objetivo de que o ano de 2017, em matéria de incêndios florestais, não se repita.Escrito por Rádio Ansiães (CIR)

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