Outeiro cumpriu tradição da festa do “Charolo”
Depois de benzido é leiloado no dia da festa e as roscas pode ser arrematado por 5 a 25 euros. A festa tem origem no século XVIII e os habitantes da aldeia empenham-se em manter a tradição, como explica Rui Caseiro, da organização da festa.
“Além da parte religiosa com a missa e a procissão, à volta da aldeia com o andor Charolo, depois faz-se a dança da rosca pelos 10 mordomos, que é muito típica e específica desta festa que só os gaiteiros de Outeiro a sabem tocar”, destacou.
E há mesmo imigrantes que prolongam as férias para poder participar na tradicional celebração, é o caso de José Turiel emigrado na Suíça, que há 46 anos não assistia à tradicional festa do Charolo na aldeia natal.
“Há 46 anos que não vinha a esta festa, desde que emigrei, encontro isto muito diferente, antes havia muito mais gente para participar, mas esta tradição ainda não a deixaram perder, tenho muito prazer nisso”, disse.
A “Dança das Roscas” é um dos momentos altos da tradição. Homens e mulheres juntam-se no largo da aldeia para cumprir o ritual, erguendo uma rosca de grandes proporções nas mãos. No final, as roscas dançadas são cortadas e distribuídas pelos presentes, seguindo o mote da festa “rosca dançada, é rosca partilhada”. Escrito por Brigantia.