Quartel dos Bombeiros em Alfândega da Fé recebe obras
O quartel dos bombeiros de Alfândega da Fé está a ser alvo de obras de requalificação no valor de mais de 370 mil euros. A empreitada é comparticipada por fundos comunitários e está a ser apoiada pelo município alfandeguense que assume a comparticipação nacional das obras de remodelação e ampliação do quartel, no valor de 55 mil euros.
O vice-presidente do município de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, explica que a intervenção, que decorre ao longo dos próximos 8 meses, era necessária porque o edifício é antigo e não está ajustado ao crescente número de operacionais na corporação.
“Consiste de facto, nas melhorias nas condições no quartel, questões logísticas, administrativas, mas também da parte operacional, nomeadamente, das camaratas, uma melhoria significativa nesta parte e também nas camaratas femininas, uma vez que as actuais instalações, não preveem camaratas femininas e uma conservação geral do edifício, é um edifício que tem alguns anos, apresenta alguma degradação, e dada a importância destas obras, e como é óbvio, o Município não pode ficar de lado”, vice-presidente do município de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares.
O município assinou ainda um protocolo com a Associação Humanitária de Alfândega para os bombeiros passarem a realizar o transporte dos doentes oncológicos do concelho para tratamentos, que desde 2013 era assegurado pelo município. O apoio vai ser também alargado para abranger mais habitantes:
“Neste momento, entendemos que há uma adesão muito grande, infelizmente, não é, temos muitas pessoas doentes, entendemos que os bombeiros com as condições, com os equipamentos que eles têm, e estando de facto habilitados para fazer este tipo de transporte, ao contrário do município, entendemos que estavam reunidas melhores condições para entregar este serviço aos bombeiros. Claro sendo que os custos continuam a ser suportados integralmente pelo município. E o Município, neste aspecto, vai alargar o transporte a mais doentes porque vamos alargar a doentes que possam não ter acesso devido às condições económicas. ” destaca o autarca.
O vice-presidente da câmara de Alfândega considera que este serviço deveria ser novamente assegurado pelo Estado:
“Esta é uma responsabilidade que cabe ao governo central e ao Ministério da Saúde, efectivamente assegurar o transporte das pessoas mais carenciadas, para poderem ter, de facto, nesta fase das suas vidas, que carecem de mais cuidados devido à doença grave, é uma grande injustiça o governo ter feito estes cortes a estas pessoas e a estas famílias. Evidente que sim, que a câmara continua a defender que Câmara que este transporte deveria ser efectuado e assegurado pelo governo central, não havendo essa alteração de políticas, como é óbvio, a câmara continuará a dar apoio a todas estas famílias e pessoas doentes” afirma, Eduardo Tavares.
Em média, são realizados 15 a 20 transportes mensais a partir do concelho para o Instituto Português de Oncologia do Porto e de Coimbra. Actualmente cerca de 60 pacientes do concelho de Alfândega usufruem deste apoio, o que significa um encargo de cerca de 2 mil euros mensais, que continuarão a ser suportados pela autarquia.
Escrito por: Brigantia