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Bragança estuda o que é necessário para médicos se fixarem no interior

Bragança estuda o que é necessário para médicos se fixarem no interior
  • 5 de Fevereiro de 2018, 11:21

“Não é só uma questão de incremento de ordenado, é também as pessoas que escolhem o interior do país sentirem que têm projectos de vida profissional e pessoal e portanto é necessário tornar o interior do país atractivo para os jovens, nomeadamente para os jovens médicos. E há uma série de outras iniciativa que podem e devem ser levadas a cabo não só pela tutela mas também pelos municípios, de forma a complementarem essa componente remuneratória com outros incentivos”, argumentou.

Espera-se que o estudo esteja concluído em Maio, e deverá dar indicações sobre como contrariar a carência de clínicos no interior, um problema que preocupa o bastonário da ordem dos médicos, Miguel Guimarães. “O que ouvimos aqui é preocupante, apesar de Bragança dar uma boa capacidade de resposta nomeadamente na área dos cuidados de saúde primários a verdade é que existe uma grande falta de capital humano principalmente a nível dos hospitais, muitos equipamentos continuam por ser renovados e temos de criar as condições de trabalho necessárias para que os jovens fiquem a trabalhar na região de Bragança”, afirmou.

O bastonário afirma que a falta de médicos especialistas se agravou porque não são abertos concursos para a contratação de clínicos. “Faltam entre 4 a 5 mil médicos em Portugal. E o ministério não tem médicos para contratar? Tem. Os médicos de medicina hospitalar que terminaram a especialidade em Março e Abril de 2017 ainda estão à espera do concurso, ainda não abriu, parece que vai abrir agora, mas isso é o que o ministro me tem dito desde há uns tempos. Chegámos a uma situação em que o ministério das finanças estão a bloquear a contratação de pessoas”, adiantou.

O secretário de estado adjunto e da saúde Fernando Araújo visitou os serviços de urgência e de cuidados intenisvos no hospital de Bragança e reforçou que não encontrou dificuldades na resposta, no entanto, admite que possam ser necessárias novas medidas para atrair médicos para o interior.

“Nós também temos tentado através dos vários projectos de lei que temos feito captivar os médicos para virem para o interior. Mas pensamos que é muito importante nomeadamente a área académica, nomeadamente o IPB que conhece bem a área ter um estudo científico muito robusto e muito sólido e que aponte novos caminhos”, destacou.

Também sexta-feira, em Mirandela, foram apresentados dois projectos-piloto: o SAFE – Serviço Nacional de Assistência Farmacêutica e o projecto “Notas Terapêuticas Simples” destinados a aproximar a saúde e o acesso aos medicamentos dos pacientes. Escrito por Brigantia.

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