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Governo garante que verbas do Norte não são transferidas para Lisboa mas municípios recusam reprogramação dos fundos

Governo garante que verbas do Norte não são transferidas para Lisboa mas municípios recusam reprogramação dos fundos
  • 12 de Abril de 2018, 18:52

Em comunicado, enviado à Brigantia, o Ministério do Planeamento e Infraestruturas admite, no entanto, que “os instrumentos financeiros dos programas operacionais regionais serão utilizados em programa que reforçam a competitividade empresarial e a coesão do território”, ou seja, “em investimento de base territorial e empresarial e apoio à ciência e ensino superior”.

A tutela justifica a alteração com “os riscos de não execução e consequente perda destes valores dos programas operacionais regionais”, que totalizam mil e 200 milhões de euros, dos quais cerca de 200 milhões estavam destinados à região Norte.

Na prática, esse pacote financeiro que estava destinado a cada região passa a estar associado a programas de apoio comunitário em todo país.

A presidente do Município de Alfândega da Fé, Berta Nunes, acredita que poderá ainda haver uma revisão desta intenção e adianta que já foi pedida uma audiência ao primeiro-ministro para discutir o assunto.

“Temos um documento que foi enviado para o senhor primeiro-ministro, foi-lhe pedida uma reunião com os presidentes das comunidades intermunicipais do Norte, porque percebemos que se não actuássemos de uma forma conjunta e não estivéssemos vigilantes em relação a esta reprogramação dos fundos comunitários iríamos sair a perder e ser penalizados”, destacou a autarca que foi a redactora do documento de contestação a esta intenção do governo.

O presidente da CIM terras de Trás-os-Montes, Artur Nunes, também referiu que as comunidades intermunicipais não vão aceitar a transferência de verbas para rubricas do Fundo Social Europeu.

Ainda assim, segundo o Ministério do Planeamento e Infraestruturas, não está em causa a transferência de fundos para os Metros de Lisboa e Porto, Sistema de Mobilidade do Mondego e Linha de Cascais, “que vão dispor de quase 300 milhões de euros”. Recursos que “são integralmente originários de programas que, entretanto, se desenvolveram com outros tipos de financiamento” ligados à eficiência energética, é assegurado também no comunicado. Escrito por Brigantia.

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