Plano de regadio integrado para os 9 municípios da CIM Terras de Trás-os-Montes
A decisão saiu da reunião desta semana da CIM. Os autarcas pretendem fomentar o regadio na região de forma integrada, aproveitando fundos estruturais, para desenvolver novos projectos e reabilitar outros, destacou Artur Nunes, presidente da CIM: “A questão do regadio é um assunto que nos preocupa a todos. Quisemos fazer este plano de estratégico integrador para o regadio e todas as terras de Trás-os-Montes. Estamos a falar da Terra Quente e da Terra Fria, por isso os primeiros apoios que foram dados para o regadio tradicional, no âmbito do 2020 e para a segurança das barragens. Neste momento, vamos ter a possibilidade de abrir propostas a novos regadios neste estudo, neste plano de estratégia que evidencie o que já existe, o que não está a funcionar e que possa efectivamente existir em investimentos na área do regadio. A preocupação que surge é cada vez maior com o reforço à produção agrícola, à produção agro-industrial, e para que a água seja aqui um factor determinante de sustentabilidade para o crescimento e para a fixação de pessoas” destaca Artur Nunes.
Os autarcas dos 9 municípios pretendem com este plano estratégico aproveitar os fundos comunitários deste quadro e do próximo para promover a boa gestão dos recursos hídricos de forma a fazer face aos problemas decorrentes da seca: “Isto seguirá a concurso para a elaboração de um plano estratégico. Vamos convocar as universidades também para nos ajudar e as empresas da área para que nos possam ajudar este plano e depois, que possa dentro do 2020 ser candidatado. Findo, este processo e priorizados os investimentos, depois no 2030, aquilo que não for financiado possa ser incorporado como um plano estratégico da região da comunidade intermunicipal. Isto é, que não seja apenas um conjunto de municípios que já têm os seus regadios mas, que possa ser um plano futuro integrador para a gestão da água de regadio agrícola e que a produção agrícola seja um factor de sucesso em todas as terras de Trás-os-Montes” acrescentou Artur Nunes.
O primeiro passo será agora convocar as universidades e empresas especializadas para elaborar este plano estratégico do território de Terras de Trás-os-Montes.
Escrito por Brigantia