Balanço negativo pelos autarcas que pertencem ao Parque Natural do Douro Internacional
O presidente do município de Mogadouro, Francisco Guimarães, quer um novo ordenamento, que tenha mais em conta as populações: “É preciso alertar as autoridades nacionais no sentido de alteração de regulamentos. É importante estar ao lado das populações, são elas que têm a sua necessidade premente do dia-a-dia, por isso são elas que nos dão as suas preocupações, por isso é nesse sentido que mais uma vez aqui, após 20 anos, temos essa necessidade de fazer sentir exactamente a quem nos governa, que há necessidade urgente de alterarmos a regulamentação, no sentido também de protegermos as populações. Não é só o habitat natural, que é aquilo que é o parque natural, mas também os habitantes que ainda fazem parte deste reino maravilhoso que é o Parque do Douro Internacional” sustentou Francisco Guimarães.
Já o presidente da câmara de Miranda do Douro Artur Nunes reclama mais investimento por parte do governo nesta área protegida: “Com poucos investimentos, ou nenhum investimento foi feito nestes 20 anos, e apenas aquilo que existe é um parque que é apenas parque mas que pouco evoluiu na sua essência, na sua ligação às pessoas e na sua interferência também ao nível da protecção das espécies, protecção do espaço, protecção também ao nível das pessoas, das populações que residem. Eu penso que há muito trabalho aqui pela frente” evidenciou Artur Nunes.
O Parque Natural do Douro Internacional foi criado a 11 de Maio de 1998. Esta área protegida, constitui uma faixa de território que acompanha o curso do Rio Douro, incidindo do lado português em território dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo Rodrigo Miranda do Douro, Mogadouro, tendo sido criado com o objectivo de garantir a conservação de uma área com elevada sensibilidade ecológica.
Escrito por Brigantia