Ainda há quem queira aprender a fazer escrinhos
Escrinhos são cestos feitos de palha de centeio e silvas que serviam para guardar ou para levedar o pão. Um artesanato que Aníbal Delgado, ex-presidente da junta quis que se voltasse a fazer. “Em Vila Secor, antigamente, já há muitos anos, não havia na aldeia quem não tivesse dois ou três escrinhos. Levavam cem quilos de trigo ou farinha. Depois a pouco e pouco foi acabando e só um senhor continuou a fazer”, explicou.
Aníbal Delgado nunca desistiu da ideia de incentivar o ensino da criação de escrinhos. “Há quase 13 anos fui para a junta e prometi-que esta arte não ia acabar mas, quase fiquei pela promessa porque meti uns cursos e ninguém quis aprender. Apenas a minha mulher aprendeu”, contou.
João Rodrigues é de Bragança e participou nas «Oficinas Saber fazer», no PINTA – Parque Ibérico Natureza e Aventura, para a aprendizagem da arte secular. É o interesse pelas técnicas tradicionais que o move: “Por saber que é tão difícil e dar tanto trabalho. Tinha muita ilusão em aprender porque vivi na aldeia onde os escrinhos são feitos”, disse João.
Uma tradição que pelas mãos de João Rodrigues, para já não vai morrer.
Escrito por Brigantia