Catarina Martins admite que a reorganização do mapa das freguesias deve ser revertida
Esta medida deve incidir, principalmente naquelas freguesias em que o poder local contestou ou rejeitou o processo. “É naqueles locais em que houve uma fusão das freguesias, que foi imposta, ou seja, que as próprias assembleias de freguesia contestaram e não quiseram. O poder local contestou aqueles que representam e as pessoas não quiseram que essas pudessem ser revertidas. Essa alteração devia ser feita ouvindo as populações. Houve uma série de fusões de freguesias e de alterações em que não se ouviu ninguém”, explicou.
O Bloco de Esquerda defende referendos locais onde as próprias Assembleias de Freguesia foram contra a fusão e que as populações sejam ouvidas. “Nós não dizemos que a organização administrativa do país há-de ser igual todo o tempo. O país muda, a sua organização administrativa pode mudar. Não pode é mudar contra as pessoas, portanto, nós defendemos desde sempre, que já podiam ser feitos referendos locais para saber quais sãos as fusões de freguesias que têm de ser revertidas e aquelas que se podem manter porque nalguns locais elas tiveram sentido”, confirmou.
A coordenadora do Bloco de Esquerda também salientou ainda a preocupação com o estado das ferrovias do país, defendendo mais investimento. “A nossa solução não é a privatização, é necessário investimento. Precisamos de investir na ferrovia para que haja condições”, disse.
Catarina Martins, na terça feira, de visita às Festas da Cidade em Bragança.
Escrito por Rádio Ansiães