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Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses acusa governo de falta de fiscalização no sector

Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses acusa governo de falta de fiscalização no sector
  • 11 de Setembro de 2018, 09:30

“Neste momento, continuamos a viver imensos problemas de furtivismo e o Estado não fiscaliza, fazendo com que hajam cada vez menos efectivos de caça. As associações têm feito um esforço imenso para fomentar a caça e para criar o equilíbrio e sustentabilidade entre as espécies, mas depois, temos este furtivismo imenso que ninguém controla.

“Nós continuamos a considerar que, tudo aquilo que pode ser feito pelas organizações de caçadores, deve ser feito, e o Estado já começou a fazer alguma transferência de competências para os caçadores. Porém, não queremos a responsabilidade da fiscalização porque não tem de ser nossa e sim do Estado”, referiu.

Outras das preocupações é a doença hemorrágica do coelho-bravo. Fernando Castanheira Pinto destacou que estão a decorrer pesquisas e estudos no âmbito do projecto nacional “+ Coelho” para que, no prazo máximo de três anos, seja desenvolvida uma ração para proteger a espécie:

“O coelho-bravo continua a ser altamente sacrificado pela doença hemorrágica. Por isso, estamos a trabalhar num projecto nacional chamado «+ Coelho» e esperamos, no máximo dentro de três anos, em conjunto com Instituto Nacional de Investigação Alimentar e Veterinária, conseguir desenvolver uma ração medicamentosa que vá ao encontro da protecção dos coelhos relativamente à doença hemorrágica viral. Isso seria um grande passo para o bem da caça pois com populações equilibradas de coelhos, toda a situação da caça e de caçadores que têm abandonado a actividade ficaria mais equitativa”, revelou.

Quanto à Triquinelose, doença parasitária transmissível ao Homem e a outros animais, que foi encontrada em dois javalis capturados em zonas de caça do nordeste transmontano em Fevereiro deste ano, em Vinhais e Bragança, o presidente da Confederação Nacional de Caçadores sublinha que, até à data, não surgiram mais casos:

“Não temos conhecimento de mais nenhum caso no país, à excepção desses dois que apareceram no nordeste transmontano. Esperemos que este problema em nada venha a afectar as montarias que se fazem em Portugal, principalmente no nordeste, pelo valor que têm para a economia local e desenvolvimento do meio rural”, esclareceu Fernando Castanheira Pinto.

Algumas preocupações dos caçadores sobre os problemas que afectam o sector, numa altura em que a época venatória 2018/2019 já iniciou para espécies migradoras de verão. Escrito por Rádio Onda Livre (CIR).

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