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Vespa Asiática já chegou ao concelho de Macedo de Cavaleiros

Vespa Asiática já chegou ao concelho de Macedo de Cavaleiros
  • 23 de Novembro de 2018, 10:03

No entanto, aquele foco não foi eliminado porque o ninho não foi descoberto, e a tendência é que os insetos se multipliquem, como refere André Vaz, presidente da Associação de Apicultores da Serra de Monte Mé – A Seita da Abelha. Porém, nessa altura já não poderemos fazer nada porque o ninho estará vazio e todas as fundadoras que saíam vão estar a hibernar algures. Quando chega esta altura do ano em que começa a vir o frio, estes animais vão criar uma série de vespas, as chamadas princesas que vão ser as futuras fundadoras do ano seguinte. Estas vespas vão hibernar sozinhas, muitas delas vão morrer durante o inverno com o frio, mas todas as que sobreviverem até à Primavera são potenciais fundadoras de ninhos novos.

Ou seja, cada vespa fundadora que seja apanhada é menos um ninho potencial que teremos no ano seguinte”, referiu.

Apesar de na região existir uma espécie de vespa autóctone que também é agressiva, a Crabro, a velutina é pior e tem capacidade de dizimar um apiário por completo, afiança André Vaz. “A vespa velutina tem níveis de agressividade um pouco superiores à crabro mas o maior problema dela reside nos números. O ninho de vespa velutina tem muitos mais indivíduos que um de vespa crabro, e como no reino dos insetos a união faz a força, torna-se tão mais grave quanto maior for a comunidade.  Ambas estas espécies de vespas alimentam-se de outros insetos, e neste momento têm as abelhas à disposição durante todo o ano. Ou seja, nós, apicultores, estamos a criar alimento para vespas. Um ataque de vespa velutina a um apiário pode chegar a dinamizar colmeias por completo”, esclareceu.

No entanto, desde o ano passado que o concelho já estava alerta para o possível aparecimento destas vespas, tendo, por isso, nessa altura, começado a ser desenvolvido um plano de ação para a vigilância e defesa contra vespa velutina numa parceria entre a Associação de Apicultores da Serra de Monte Mé – Seita da Abelha, os bombeiros voluntários locais e a autarquia.

O protocolo foi assinado quarta-feira e a partir de agora está formalizada a atuação desta equipa sempre que necessário, explica Pedro Mascarenhas, vice-presidente do município de Macedo e responsável pelo pelouro da Proteção Civil. “A partir de agora tudo se pode fazer com mais celeridade. Cada uma das entidades parceiras tem as suas responsabilidades: a câmara assume as despesas da compra de todo o equipamento necessário, como fatos, lança-chamas para queimar os ninhos das vespas e o transporte. A associação de apicultores põe a capacidade humana no trabalho porque têm o conhecimento necessário para isso, e, por fim, os bombeiros disponibilizam para o local todos os meios considerados necessários para que a ação seja feita em segurança”, adiantou.

Um processo que visa a proteção das populações, sendo nisso o papel dos bombeiros fundamental, considera João Trovisco, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros:

“O papel dos bombeiros aqui é importante, não só por estarem presentes nestas operações mas também de poder socorrer, caso seja necessário, qualquer situação que ponha em causa a proteção da população.”

A vespa velutina é um inseto de grandes dimensões, tem cabeça preta com face laranja, o corpo é castanho-escuro ou preto aveludado, delimitado por uma faixa amarela fina e um único segmento abdominal. Escrito por Rádio Onda Livre (CIR).

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