Providência cautelar de grupo de cidadãos para parar obras na João da Cruz em Bragança
Guedes Almeida que encabeça o movimento anunciou a intenção na última assembleia municipal de Bragança por considerar que as obras são um atentado à histórica avenida da cidade.
“Em nome da vontade dos cidadãos de Bragança e do concelho irá haver uma declaração do foro judicial, uma providência cautelar, para ser discutida, relativamente às obras que estão em curso na cidade, e relativa às obras previstas para a avenida João da Cruz. A população de Bragança considera que isto é um atentado à histórica tradição e realidade de Bragança”, disse Guedes Almeida, na assembleia municipal.
Em causa está um projecto que prevê a criação de uma ciclovia. Guedes Almeida refere que a população brigantina não foi ouvida e que já não existe Conselho Municipal.
“A avenida João da Cruz não pode ser transformada em pista de ciclismo. Não podem ser feitos os passeios, para ciclistas e peões, sem intervenção nos lugares contíguos, como por exemplo, na moagem. A população não foi ouvida, porque efectivamente hoje não há o Conselho Municipal”, acrescentou Guedes Almeida.
Hernâni Dias, presidente da Câmara Municipal de Bragança em resposta considera este assunto descabido porque a obra já foi alvo de discussão pública: “eu já não comento isso. Considero que é uma afirmação completamente descabida e não tem qualquer nexo. As pessoas têm que entender quando fizemos o processo da Avenida João da Cruz e da Sá Carneiro promovemos uma discussão pública sobre isso e quem quis participar participou”, explicou Hernâni Dias.
Este foi um dos assuntos discutidos na última Assembleia Municipal de Bragança, que decorreu na passada sexta-feira.
Escrito por Brigantia