Futebol recreativo pode ser usado como um medicamento
André Seabra falou dos “Benefícios do Futebol na Saúde, qualidade de vida e bem-estar”, numa acção realizada, na sexta-feira, em Mirandela.
O director da Portugal Football School da Federação Portuguesa de Futebol não tem dúvidas de que o desporto rei é realmente um medicamento eficaz e comprovado por vários estudos científicos. “Aquilo que temos vindo a estudar, do ponto de vista da prática do futebol recreativo, é que pode ser, verdadeiramente, uma estratégia capaz de melhorar a saúde e a qualidade de vida de crianças, adolescentes e adultos num conjunto variado de doenças e de indicadores de saúde”.
André Seabra explicou como o futebol recreativo pode ajudar a combater a obesidade infantil, prevenir e tratar doenças crónicas e degenerativas. A comunidade escolar, os clubes e a família têm “um papel importante no incentivo à prática do futebol junto dos mais novos”.
Entretanto, a FPF lançou a “Revolta dos Diabéticos”. Trata-se de um projecto financiado pela FIFA, que tem como objectivo o estudo dos benefícios do futebol na reacção aos diabetes tipo 2, através do “walking football” (futebol jogado a passo), em 32 homens.
Uma iniciativa que o director da Portugal Football School quer ver chegar a todos os municípios. “Os resultados têm sido incríveis. Terminada esta fase piloto, a federação e as associações pretendem levar o projecto aos vários municípios do nosso país”.
O projecto conta ainda com uma equipa de investigadores da Unidade de Investigação em Epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.