Presidente da Cruz Vermelha de Bragança diz que rede social “falha nas aldeias”
A delegação de Bragança da Cruz Vermelha apostou, este ano, no apoio social no meio rural por entender que a rede social “falha nas aldeias”. Segundo o presidente desta delegação “na área da cidade há muitas IPSS que desenvolvem a actividade deles nesta área e a Cruz Vermelha este ano diversificou e virou-se mais para o meio rural”.
“Nesta altura, temos andado a fazer um levantamento para apoio alimentar e encontrámos casos muito, muito graves de pobreza, de exclusão e de abandono, pessoas a precisar desde cuidados médicos, a cuidados de alimentação, limpeza, habitação ou mobiliário”, afirmou Sá Pires.
As pessoas mais vulneráveis são em particular as mais idosas. “São pessoas idosas que nem têm capacidade de reivindicar e que já desistiram, temos um caso de uma pessoa que está extremamente doente e nem sequer quer vir ao médico”, contou.
Segundo o representante da delegação da Cruz Vermelha “há alguns casos com alguma gravidade e há também casos em que as pessoas têm baixos rendimentos, famílias grandes, fracos níveis de integração social e estão sempre a precisar de apoio sociais”.
A Cruz Vermelha de Bragança no programa alimentar apoia actualmente um total de 75 pessoas, 25 famílias, para além dos “casos que diariamente vão aparecendo”. Por exemplo, num dos últimos dias de feira “apareceram lá três ou quatro pessoas pela primeira vez e que foram lá porque precisavam de roupa”, contou Sá Pires.
A instituição entregou este Natal 12 cabazes nas aldeias, com o apoio de grandes empresas que patrocinam os bens doados, tendo ainda recorrido ao armazém da Cruz Vermelha para apoiar outras famílias para construir cabazes mais pequenos.
Escrito por Brigantia